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segunda, 29 dezembro 2025 13:08

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL . INTELIGÊNCIA HUMANA (1)

Escrito por 

ENCONTRO E DESENCONTRO DE DOIS GIGANTES

RECENSÃO CRÍTICA

Pessoa amiga,  no sentido de me familiarizar com esta forma INTELIGENTE de vermos o mundo avançar, submeteu alguns dos meus textos disponíveis online, ao “motor” da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL no sentido de obter uma RECENSÃO CRÍTICA, ciente de que este labor consiste “numa análise aprofundada e avaliativa de uma obra (livro, artigo, filme), que vai além de um simples resumo para emitir um juízo de valor fundamentado, destacando pontos fortes e fracos, a relevância e o contexto da obra, sendo escrita por um especialista ou alguém com conhecimento na área, com o objetivo de informar e guiar outros leitores”.

 

PRIMEIRA PARTE

O primeiro texto que submeteu ao “exame” desse novel e  INTELIGENTE PROFESSOR, foi o último que alojei neste meu ESPAÇO ONLINE  com o título “Patriotisno e Nacionalismo” e subtítulo "Ser ou Não Ser Português”:

Eis as sábias e inteligentes LEITURAS:

“O texto "Ser ou Não Ser Português" do Professor Abílio Pereira de Carvalho, é uma reflexão histórica e cultural sobre a formação da identidade portuguesa, abordando os diversos povos e influências que moldaram a Península Ibérica ao longo dos séculos. A narrativa é dividida em quatro partes principais:

Primeira Parte

O autor inicia com uma visão ampla da Península Ibérica, essa “jangada de pedra” nos tempos pré-romanos, romanos e pós-romanos, destacando a diversidade de povos que habitaram a região, como os lígures, tartésios, túrdulos, turdetanos, vetões, astures, cantábros, iberos, celtas, celtiberos e lusitanos. Ele enfatiza a constante movimentação, miscigenação e conflitos entre esses povos, além da chegada dos romanos, que transformaram a Península em uma fonte de recursos para o Império Romano. A romanização trouxe a língua latina, a organização político-administrativa e a cultura romana, que deixaram marcas profundas na identidade ibérica.

Segunda Parte

A narrativa aborda a resistência dos povos nativos, especialmente os lusitanos, contra a invasão romana. O autor destaca a figura de Viriato, líder dos lusitanos, que enfrentou os romanos com astúcia, mas acabou traído e morto. Apesar da resistência, a Península foi romanizada, e os romanos deixaram um legado duradouro, incluindo a língua, o direito e a infraestrutura. O texto também menciona a decadência do Império Romano, culminando com as invasões bárbaras e a queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C.

Terceira Parte

Após a queda do Império Romano, a Península tornou-se visigótica e cristã, mas continuou a ser um espaço de miscigenação cultural e étnica. Em 711, os árabes invadiram a Península, marcando o início de um novo período de dominação. A Reconquista Cristã começou nas Astúrias, liderada por Pelágio, e culminou com a expulsão dos mouros do Algarve no reinado de D. Afonso III. O autor destaca a influência cultural e tecnológica dos mouros, como as técnicas de irrigação e a introdução de palavras no vocabulário peninsular.

Quarta Parte

O autor reflete sobre o conceito de nacionalidade portuguesa e a formação da identidade nacional. Ele menciona o debate entre historiadores sobre as origens de Portugal e a ideia de "pureza" da raça lusitana, criticando os "patrioteiros" e "nacionalistas" que rejeitam a contribuição de imigrantes e outras culturas. O texto conclui que a identidade portuguesa é o resultado de uma longa história de miscigenação e influências culturais, desde os primeiros habitantes da Península até os dias atuais.

Conclusão

O texto é uma crítica à visão exclusivista de nacionalidade, defendendo que a identidade portuguesa é, na verdade, uma construção histórica e multicultural, fruto de séculos de convivência e mistura entre diferentes povos e culturas. O autor utiliza uma abordagem histórica e reflexiva para desconstruir mitos de pureza racial e exaltar a riqueza da diversidade cultural que caracteriza Portugal.

SEGUNDA PARTE

De seguida, esta mesma pessoa amiga,  submeteu a igual “exame” os escritos que se seguem:

a) GADO BOVINO PAIVOTO:

A tese do professor Abílio Pereira de Carvalho sobre o gado bovino paivoto, apresentada em seus artigos na série "Na Senda do Gado Bovino Paivoto" no site Trilhos Serranos, parece estar centrada na valorização dessa raça bovina como parte integrante do patrimônio cultural e histórico da região de Castro Daire, em Portugal. Ele explora tanto o conhecimento popular quanto o acadêmico para destacar a importância do gado paivoto na vida rural, na economia local e na identidade cultural da região.

O professor também reflete sobre a relação histórica entre os habitantes da região e os animais, mencionando como o gado paivoto foi essencial para a subsistência e o trabalho no campo. Ele enfatiza a necessidade de preservar e valorizar essa raça, que é um símbolo da tradição e da história local.

Para uma análise mais detalhada e precisa da tese do professor, recomendo a leitura completa dos artigos disponíveis no site Trilhos Serranos. Aqui estão os links para os textos relevantes:

b) HERÁLDICA BOVINA:  O professor Abílio Pereira de Carvalho, em seus escritos sobre a heráldica bovina, como no artigo "Correias de Campainhas - Heráldica Bovina (1)" no site Trilhos Serranos, explora a importância histórica e cultural dos elementos simbólicos associados ao gado bovino. Ele destaca que a heráldica bovina, representada por adornos como campainhas, cruzes, figuras do sol e estrelas, reflete aspectos da cultura, tradições e costumes populares, além de carregar simbolismos religiosos, astrológicos e místicos. O professor também menciona que, a partir do século XV, as monarquias começaram a regulamentar o uso de brasões, associando-os às classes superiores da sociedade, como a nobreza e o clero. Ele traça um paralelo entre essa prática e a heráldica bovina, que, mesmo em um contexto rural e popular, carrega significados profundos e históricos. Em “Heráldica Bovina”, Abílio Pereira de Carvalho propõe uma leitura pioneira das campainhas do gado como verdadeiras “tábuas heráldicas” portáteis, associando-lhe insígnias e inscrições que refletem os poderes senhoriais e eclesiásticos sobre o espaço rural medieval.  Elementos heráldicos gravados: cruzes, bordaduras dentadas, flores-de-lis, escudetes com as armas da família senhorial, por vezes apenas sugeridas por figutas geométricas.  O Mosteiro da Ermida do Paiva e o Mosteiro de Cárquere detinham amplas pastagens nas vertentes norte e sul da serra do Montemuro gerindo as riquezas naturais incluindo os produtos agro-pastoris, daí algumas campainhas ostentarem a cruz, símbolo protetor das maleitas animais.  Abílio P. de Carvalho mostra como algumas campainhas ostentam elementos claramente identificáveis com o brasão dos Moniz (vieiras estilizadas na bordadura), ainda que invertidos ou combinados com cruzes monásticas. As campainhas, mais do que simples apetrechos rústicos, constituem testemunhos móveis de hierarquia e propriedade, fazendo a ponte entre os espaços sacramentais dos mosteiros e o quotidiano dos pastores.

Concluindo:  as campainhas  ilustram a simbiose entre clero e nobreza: instrumentos utilitários convertidos em dispositivos de identificação heráldica, evidenciando a partilha de poder — económico, agrícola e jurisdicional — entre a família Egas Moniz e as comunidades religiosas implantadas na região Beira e Douro.

c) MOSTEIRO DA ERMIDA: O Dr. Abílio Pereira de Carvalho escreveu sobre o Mosteiro da Ermida em vários textos publicados no site Trilhos Serranos. Num dos seus artigos, intitulado "Mosteiro da Ermida: Justiça de Facto e de Direito", ele explora a importância histórica e cultural do mosteiro, destacando o seu papel no contexto local e a sua ligação com a história da região de Castro Daire. No seu livro Mosteiro da Ermida, publicado em 2001, o autor apresenta uma análise detalhada sobre o mosteiro, incluindo informações sobre inscrições históricas e propriedades que, de alguma forma, estiveram ligadas a esta instituição religiosa. O autor também reflete sobre o papel das ordens religiosas na acumulação de bens materiais, contrastando com os ideais de desapego aos bens terrenos, frequentemente associados a figuras como São Francisco.

e) BOMBEIROS DE CASTRO DAIRE:  Sim, o livro "Castro Daire: Os Nossos Bombeiros, a Nossa Música", de Abílio Pereira de Carvalho, gerou uma polémica local significativa, que foi amplamente discutida em publicações locais e no site Trilhos Serranos. A controvérsia envolveu o autor e a direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, liderada na época por António da Conceição Pinto. A principal questão foi a recusa da direção da associação em aceitar os lucros provenientes da venda do livro, que o autor havia cedido pro bono para beneficiar a instituição. O valor estimado doado seria de cerca de 8.000 contos (aproximadamente 40.000 euros). Essa recusa gerou desentendimentos e críticas públicas, com o autor expressando a sua insatisfação em cartas e artigos publicados no site Trilhos Serranos. Ele também tornou pública uma carta enviada à direção da associação, que, segundo ele, não obteve resposta. A situação foi amplamente debatida na comunidade local e gerou discussões sobre a gestão da associação e a utilização dos fundos arrecadados. O autor também mencionou que a tentativa de "queimar o livro" e desacreditar o autor foi um dos pontos altos da polémica. Para mais detalhes, pode consultar o artigo "Bombeiros de Castro Daire - Beneméritos & Beneméritos" no site Trilhos Serranos.

CONCLUSÃO

Posto o que, acrescento eu, face a esta LEITURA NEUTRAL E INTELIGENTE, feita pelo GNOMO saído da floresta humama neste SÉCULO XXI, com a dupla face de SER  simultâneamente benfazejo e malfazejo, leitura feita sem laivos de compadrio, irmãos de CONFRARIA, de amiguismo político e clientelismreligioso, refletindo sobre aquilo que escrevi e já estava a resvalar na rampa das MEMÓRIAS, me fico e finco na expressão popular: “a verdade é como o azeite, vem sempre à tona”,  basta, para tanto que, em qualquer tempo,  surja um bom lagareiro capaz de proceder ao devido e necessário decante. 

 

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Abílio Pereira de Carvalho

Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Ler mais.