Pessoa amiga, sabendo-me ligado uns anos a Moçambique, sempre interessado no tema COLONIZAÇÃO/GUERRA COLONIAL/DESCOLONIZACÃO e vendo o que eu escrevi sobre OS PRAZOS DA ZAMBÉZIA e suas DONAS (na página PICADAS DE TETE) e bem assim o que deixei escrito nesta minha página sobre o CONDE DE FERREIRA, referindo-me à primeira escola primária implantada na vila de Castro Daire, com o seu título e data da sua morte, 1866, teve a gentileza de comprar e oferecer-me o livro de José Capela, com o título «Conde de Ferreira & Cª, Traficantes de escravos», portanto, ligado ao comércio negreiro, do qual ele foi um protagonista histórico. Tenho andado a lê-lo e a cotejar o seu conteúdo com matéria conexa que deu corpo à minha licenciatura em HISTÓRIA. Ontem à tarde não fiz outra coisa.
Mais uma vez interrogo o Dr. Damásio, o Dr. António, conhecedor que é da função de cada neurónio, aquele que da neurociência está seguro, sobre os relâmpagos que rompem o escuro do meu pensamento e, num repente, sem esperar, me transportam a tempos passados, momentos vividos, esquecidos e assim lembrados. Acontecerá com toda a gente? Estou a pensar fazer um "testamento vital" e, de forma legal, num qualquer hospital, permitir fatiar o meu cérebro pelos cirurgiões, tal como o carniceiro faz no talho e fatia fiambre ou salpicões para vender ao primeiro cliente que chega. Talvez assim, em cima da mesa, a ciência explique a essência, o caso insólito de eu escrever simultaneamente com as duas mãos e, com a naturalidade com que a noite sucede ao dia, deixar no papel, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, a mesma caligrafia, coisa que nunca vi em colegas e amigos (eles foram tantos!) com quem convivi. Para mim, natural, para eles um espanto!
A LAMÚRIA
Penso que toda a pessoa normal (e no seu juízo perfeito) se lembra bem do clima político PRECIANO apregoado pela DIREITA portuguesa durante a campanha eleitoral para as últimas legislativas e a agitação que fez da bandeira do medo, pois estava aí a chegar novamente o COMUNISMO.
Sou daqueles que sempre me interroguei sobre o DIREITO DIVINO atribuído aos reis e chefes religiosos. Nunca levei a sério o divórcio amigável entre POLÍTICA e a JUSTIÇA e muito menos a vida me ensinou que os JUÍZES, só porque o são (e às vezes não poderem ser outra coisa) são homens providenciais que pensam, agem e decidem como que insuflados por INSPIRAÇÃO DIVINA e, por isso, colocados acima do cidadão comum, esse, coitado, não bafejado com o halo da infalibilidade e da clarividência.
Anda por aí uma CRIATURA (sem chip, nem chapa de identificação, ou melhor, creio que no seu "perfil" do Facebook apresenta um <<ZERO>>, já de si significativo) muito incomodada com a nomeação que o Presidente da Câmara, Fernando Carneiro, fez da sua filha para assessora, no GAP. Faz eco disso nos blogues e no Facebook e, se calhar, cansada de não ser ouvida, por falta de CRÉDITO e MÉRITO público (coisas difíceis de alcançar) não hesitou em querer envolver-me no assunto, questionando o meu silêncio. Ao proceder assim, queria fazer, tal qual fez o candidato nas listas do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Mões, que usou a minha imagem pública num folheto de propaganda política nas últimas eleições autárquicas para disso tirar proveito. E tirou. Sem o meu consentimento.

Agora, que no Facebook se lembrou o INDEX, agora que não estou muito disposto a pensar, agora que o sucessor de Bento XVI, por Francisco I conhecido, veio dizer sobre o CAPITALISMO aquilo que todos nós sentimos, apetece-me transcrever parte de uma CRÓNICA que publiquei na imprensa local e no meu velho site, em 2005, no rescaldo da eleição de Ratzinger. Assim:
COM NOME E ROSTO
Não. Não é Manuel Amorim o autor desta crónica. A "Voz de Faifa" há muito que se calou devido a perda de vista do seu autor, a residir em Lisboa.
COM NOME E ROSTO
Na crónica "A CEGARREGA (1)" mostrei o gozo que tive, o prazer que senti, assistir de bancada, via TV, à tomada de posse do XXI Governo Constitucional, LEGITIMADO pela MAIORIA DE ESQUERDA dos deputados eleitos pelo POVO com assento na ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, de acordo com a nossa Lei Fundamental, a Constituição abrilina
Se houve coisa que me deu gozo, neste ano de 2015, foi assistir, via TV, à cerimónia da tomada de posse do XXI Governo Constitucional, no dia 26 de novembro, Governo LEGITIMADO pela maioria de deputados eleitos, com assento na Assembleia da República.
Quase tão certo como um relógio suíço de marca, "O CAMPANIÇO" entra-me número, após número, na caixa do correio. Fundado em 1989, depois de eu ter saído de Castro Verde, não me lembro por que linhas me tornei colaborador dele e deixar nas suas páginas algumas crónicas. Lembro aquelas onde reportei as telas gigantes expostas na Igreja dos Remédios, pintadas, no século XVIII, por Diogo Magina (pintor algarvio) com motivos alusivos à Batalha de Ourique.
CORRELIGIONÁRIO
No artigo com o título "IRMÃOS ASSIMÉTRICOS" usei a palavra CORRELIGIONÁRIO no plural. Pessoa amiga, tendo-me por pessoa que escreve bem (e julgo ser sincero naquilo que me diz) apressou-se a telefonar-me, advertindo-me para um eventual erro ortográfico, pois entendia que a palavra se escrevia CORRELEGIONÁRIO, com "e" e não com "i", como eu escrevi.
FACEBOOK 9
Esta é a nona vez que me refiro ao papel do Facebook. O Facebook é uma lição. E como é a nona vez, aproveito o momento para tornar público que o número NOVE me persegue. Nasci no ano 1939. Na tropa atribuíram-me o número NOVE. E NOVE é o número da minha morada. TRÊS NOVES se ligam assim à minha pessoa e, como nos ensinavam na escola primária, nas contas de somar, 3+3+3=9, FORA NADA, concluo que nada valem as reflexões e os posts que aqui vou colocando, no Facebook.
Já lá vai um bom par de anos que, baseado nos livros de «fiados» ditos «borrões» das casas de comércio, deixei no meu velho site «trilhos-serranos.com» o texto que se segue. Parece-me nunca ser demais difundir, por todos os meios, a história das nossas gentes, estas que, realmente, considero os genuínos «CONQUISTADORES e POVOADORES» deste Portugal que somos e estamos prestes a NÃO SER.
Saio da cama, abro a janela e com ela aberta vejo um corvo empoleirado mesmo em frente. Reparem. Ele agita a cauda, faz leque dela, sacode as asas, baixa e levanta o pescoço, abre o bico quá...quá...quá.. e junta o seu grasnar ao da mais família alada que traça os ares, sozinhos ou aos pares, num matinal alvoroço.
OLHE QUE SIM, SENHOR DR., OLHE QUE SIM...
Setenta e seis anos de vida. ASSISTI ao discurso de António Costa, via TV, a dar conta à COMISSÃO NACIONAL das negociações que fez à ESQUERDA. ASSISTI, em beleza, regalado e contente por saber, seguramente, que ainda há políticos da craveira de António Costa com a lucidez de interpretar sem tabus, nem reticências os tempos históricos e, com isso, fazerem a diferença entre o que é um CHEFE e o que é um LIDER. Rebuscou afirmações suas, ditas nas DIRECTAS, no CONGRESSO, na PRÉ-CAMPANHA e na CAMPANHA sobre a rejeição consistente do velho e relho conceito do ARCO DA GOVERNAÇÃO, sublinhando a inclusão de todas as forças políticas com assento no PARLAMENTO.
Tem sido um deleite ver e ouvir as nossos adivinhos (pitonisas/bruxos) a debitarem palpites depois das eleições legislativas. A classificação ajeita-se conforme se queira tratá-los com mais erudição ou mais terra-a-terra, isto para não nos BALDARMOS totalmente do léxico nativo que se presta a jogos de palavras e pensamentos que servem todos os gostos alguns deles ao sabor dos ventos.
Anda o diabo à solta, mesmo à porta da igreja. Ele pertencia à escolta do Criador, mas, por inveja, querendo ser também SENHOR, revoltou-se contra o pai e este, num ai, estava-se mesmo a ver, vingativo, de castigo sem igual, em modos pouco ternos, fez dele Lucifer, senhor do mal e dos infernos.
Tenho para mim que as palavras por nós ditas e/ou escritas, em qualquer circunstância, são os elos de ligação do nosso pensamento íntimo com a realidade exterior, concreta, visível e mensurável. São os sinais exteriores da estrutura da nossa personalidade e caráter, a saliva que, sem necessidade de laboratório, conduz os especialistas ao nosso ADN.
A INVASÃO 1
Eles aí estão. Às nossas portas. Decididos a entrarem contra as vontades e as forças que se lhes opõem. Não entram a bem, entram à força.
Mas ... enganam-se os meus amigos se pensam que estou a cogitar na vaga de REFUGIADOS que, nestes nossos tempos conturbados, deixam os seus países de origem e se veem obrigados a buscar paz e vida nesta velha Europa.
A INVASÃO 1
Eles aí estão. Às nossas portas. Decididos a entrarem contra as vontades e as forças que se lhes opõem. Não entram a bem, entram à força.
Mas ... enganam-se os meus amigos se pensam que estou a cogitar na vaga de REFUGIADOS que, nestes nossos tempos conturbados, deixam os seus países de origem e se veem obrigados a buscar paz e vida nesta velha Europa.
DESABAFO
Solitário, sentado à mesa, espero a refeição da noite. Cumpro a obrigação de me alimentar, para manter a carcaça viva, andante e pensante.
ACORDO ORTOGRÁFICO
A partir de hoje, segundo rezam os "ditos" de soalheiro e conselhos governativos e académicos, torna-se obrigatório o uso das regras da escrita estabelecidas no NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO.
ACORDO ORTOGRÁFICO
A partir de hoje, segundo rezam os "ditos" de soalheiro e conselhos governativos e académicos, torna-se obrigatório o uso das regras da escrita estabelecidas no NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO.
ANONIMATO OU MEDO DA DITADURA?
Com o título em epígrafa "postei" na minha página do FACEBOOK, no dia 08 de maio de 2013 o texto que se segue e que fui repescar às MEMÓRIAS de um amigo que o PARTILHOU. Ele aí vai tal qual:
Já aqui disse que quando me não apetece fazer NADA, nem a ler, nem a escrever, nem a filmar, nem a fotografar, nem a falar, simplesmente disposto a fazer NADA (isto é, tornar-me conscientemente um INÚTIL SOCIAL) meto-me nos meus ARQUIVOS de documentos inéditos e ou PUBLICADOS à procura de inspiração. Navego na Internet à procura do que é DITO E FEITO sobre Castro Daire.
25 DE ABRIL
Aproximando-se mais umaniversário do 25 de Abril, resolvi colocar neste meu espaço um texto que alojei no Facebook em 29-04-2014. Aquilo que escrevi há um ano continua a ter actualidade, pois o ANONIMATO é a toca onde se mete todo o cagão armado em valente, sendo que alguns Valentes se chamarão.
CAÇA, QU'É DELA?
Neste tempo digital em que se escreve sem uso de caneta, papel e tinta, tempo em que a minha caixa de correio analógico me aparece atafulhada de folhetos publicitários, avisos das Finanças sobre o EMI, os selos dos veículos, seguros, cartas de pagamento da água e da luz, da MEO a ameaçar-me que cortam televisão, telefone e Internet, se não pagar a tempo, tudo, para mim uma grande chatice, neste tempo dizia, ainda aportam neste meu porto de abrigo, longe do mar, embarcações sobre as quais navego com gosto e nelas vou até outros tempos, outros espaços e outras gentes.
O PROFESSOR DOUTOR AMADEU CARVALHO HOMEM, com página aberta no Facebook, vai colocando naquele seu espaço temas de reflexão e, inteligentemente, vai levando os seus amigos e/ou visitantes a servirem-se e a degustar o que ele põe na mesa, assim como quem não quer a coisa. Um dos últimos acepipes foi colar-se à postura de António Arnaut, defendendo (como ele) que todos os maçons se deviam assumir publicamente, o que logo levantou opiniões PRÓ, CONTRA e OUTRAS, provando assim a pontaria certeira do ARQUEIRO.
| PAGAMENTOS |
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| AUTORES |
RÉUS |
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| ENTRADA PARA CUSTAS |
REEMBOLSO DAS CUSTAS |
HONORÁRIOS DO ADVOGADO |
APOIO JUDICIÁRIO |
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| € 869.40 |
€ 703.80 (a) |
€ 1.535,00 (b) |
€ 734.40 (c) |
|
Guardei para aqui a matéria que fez transitar o processo para o Circulo Judicial de Lamego, a fim de, neste Tribunal da Opinião Pública, em que cada cidadão é um juiz, possa dizer da justeza e da justiça do pedido que passou o crivo do «despacho saneador» já que o Meritíssimo Juiz do Tribunal da Comarca de Castro Daire, que o assinou, não estranhou nem se interrogou se teria cabimento e faria vencimento o pedido dos RR. pretendendo chamar a si um prédio comprado em ruínas e recuperado com assinaláveis benfeitorias, há mais de 20 anos. As fotos que se seguem mostram, do lado esquerdo, o seu estado em 1985, à datada compra, e em 2010, ano em que a acção entrou no tribunal. DA FICÇÃO À REALIDADE
PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (14)
9.2 – CAMINHOS E REGOS
A mandatária da ré esposa, pelas intervenção que acima referi, bem tentou saber «quantas vezes» a testemunha Maria José vira passar os AA na eira. Já conhecemos a resposta e vimos o sabonete que, em plena audiência, uma pessoa humilde e de poucas letras, deu a uma jurista encartada, tal como estava segura da verdade vista e vivida, durante muitos anos.
O outro mandatário do réu marido, depois de negar liminarmente, na suas contestações/reconvenções, como vimos na grelha acima, que nem os AA, nem ninguém, fazia uso de tal caminho, apesar de na acção posta os AA terem referido e anexado, desde o início, uma sentença transitada em julgado, mostrando que os RR deviam caminho à D. Conceição para uma pequena hora contígua, esse mandatário, dizia eu, admitindo agora, a existência dessa sentença, tentou, em plena audiência, montar a tese de que essa senhora, enganava os RR e a sua antecessora, fingindo ir para o terreno dela com as vacas, mas indo efectivamente para o quintal dos AA.
DA FICÇÃO À REALIDADE
PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (13)
9- TESTEMUNHAS (2)
9.1 – A LIÇÃO
Depois do tribunal estar mais do que informado, através dos depoimentos das testemunhas, que a «eira da Dona Nazaré» devia «caminho e rego», como se alegou na petição inicial, para o «logradouro e quintal», sitos nas traseiras da minha casa, caminho e rego usados pelos AA e seus antecessores, directamente ou por terceiros, sem quaisquer obstáculos, os advogados mandatários dos RR persistiam em saber, pela boca das testemunhas arroladas pelos AA, se tinham visto passar por ali «professor Abílio».
DA FICÇÃO À REALIDADE
PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (11)
7 - TRIBUAL DA RELAÇÃO DO PORTO
Claro que os RR, com APOIO JUDÍCIÁRIO disponível (da forma como já vimos concedido e declinado) não se conformaram com a sentença. Deram de barato as fundamentações da Magistrada, deram por inútil a sua visita «in loco» para melhor ajuizar a situação real e objectiva e recorreram para o Tribunal da Relação do Porto.
Mais argumentação, mais papéis apresentados pelos RR/recorrentes e pelos AA/recorridos, mais dinheiro para custas e honorários por parte dos AA/recorridos. Soma e segue, pois os RR/recorrentes, a esse respeito, tinham as «custas» garantidas pelo Estado, essa «coisa» abstracta em que nos diluímos todos nós, os contribuintes. Mas desta vez os RR estavam representados apenas por um só mandatário, o Dr. Adriano Pereira, de S. Pedro do Sul. Manifestamente de algo serviu o «reparo» feito pela Meritíssima Juíza, relativamente aos dois advogados na mesma causa de um casal com «apoio judiciário». Há coisas que,de tão broncas, não se aceitarem num Estado de Direito.