A FORÇA DE UM LIVRO
Aos 18 anos, cansado de escrever em bustrofédon - «arado vai, ardo vem» - a história camponesa, lavrada nos campos e leiras da família, algumas delas com a largura que não ia além dos braços abertos de um homem plantado no centro, resolvi deixar a enxada, a aguilhada e a charrua, a fim de poder granjear a vida de outra forma. Troquei a aguilhada pela caneta, as leiras de terra chã ou pedregosa pelas lisas e planas folhas de escrever, e, com trabalho, vontade e sacrifício, obstinado em ganhar o tempo perdido, entrei no Campo das Letras. E nele,de podão em punho, tenho passado anos entretido a abrir trilhos e clareiras, por forma a ganhar o pão, sem envergonhar os meus pais, os amigos e as instituições que me diplomaram nesse ramo de saber e de cultivo.
| CUJÓ – FEIRA MENSAL, 1927 Como escrevi no meu livro «Cujó, Uma Terra de Riba-Paiva, editado pela Junta da Freguesia em 1993, decorria o ano de 1927, quando uma Comissão constituída por Salvador de Carvalho, Samuel paiva e Pedro Duarte, diligenciou e conseguiu criar uma feira em Cujó, a realizar todos os meses no Largo das Carvalhas = Largo das Marinheiras, vizinho da Eira da Fraga, no fundo do lugar. UM NACO DE HISTÓRIA CONCELHIAQuem tem tido a paciência de me acompanhar nestas minhas deambulações pelo nosso passado histórico, terá reparado que, apesar das múltiplas fontes, leituras e estudos citados em que fundamento as minhas dissertações, é recorrente eu citar as «Inquirições de 1258» e as «Memórias Paroquiais de 1758», isto por nesses documentos encontrar, não apenas alguns dos factos históricos que procuro, mas também preciosa informação toponímica e onomástica relativa à região que estudo.
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