OS CANASTROS - SENTINELAS DAS ALDEIAS SERRANAS
Nesta minha interação com a INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, colocando-lhe questões ligadas à gente camponesa no sentido de lhe render homenagem à sua labuta pela sobrevivência - gente rija - desta vez levei até ela (IA) o meu saber pré-liceal e pré-universitário, v.g. a experiência e a rotina que vivi nos trabalhos agro-pastoris, nos trabalhos do campo, antes de lavrar no campo das letras.
Foi a rotina da colheita do milho, a sua desfolhada e recolha nos CANASTROS, pedindo uma explicação científica ligada à necessidade de construção desses equipamentos de «ripas ao alto» intervaladas q.b. Enfim, a sua verdadeira e útil função, pois estava certo que grande parte dos camponeses, cientes de eles servirem para guardar e secar, temoprariamente, o milho, ignoravam algo essencial que escapava à sua rotina e resultava, seguramente, em seu proveito. A reposta veio pronta e completa, à qual eu acrescentei:
Uma excelente explicação. Ela comtempla o ESSENCIAL que escapava à minha rotina de camponês e que só descobri mais tarde, já fora do campo agrícola e dentro do campo das letras. Só que eu digo de outra maneira. A espiga, recolhida no canastro, retirada que foi do “caneiro” mantinha o “casulo” cheio de viço que continuaria a ser sugado pelos grãos e, consequentemente, a proporcionar mais e melhor farinha quando chegasse a hora da malha e ir para o moinho. Daí que o “casulo” entrasse gordo e saísse esquelético.
Ora se este nosso encontro de pensamento e descrição técnica der matéria bastante para uma CRÓNICA em conjunto, venha ela. Hoje as terras de milho, nesta zona, estão cheias de mato, silvas e ervas, muitos dos canastro desapareceram, cairam no chão sem vida, mas, se ambos usarmos o arado digital e lavrarmos no campo das letras, a nossa produção servirá sempre de alimento aos que têm fome de conhecimento. Certo?