Trilhos Serranos

DO ALENTEJO PARA A BEIRA ALTA

Em 1982, publiquei no “Diário do Alentejo”, em dois números sucessivos, o resultado aprofundado do estudo que fiz do processo judicial que opôs, durante 99 anos, os edis da Câmara Municipal  de Castro Verde aos moradores da aldeia AIVADOS. Estes a considerar ROSSIO os terrenos em redor da povoação, com direito de administrá-lo e os autarcas a considerá-los BALDIO, chamando a si tal direito. Dei-lhe o título «REPÚBLICA DOS AIVADOS».

O processo, a subir e a descer de instância para instância judicial e administrativa, sempre a aumentar de volume, só parou quando lhe pôs termo D. João IV, sentenciando a favor da povoação, concedendo-lhe os direitos reivindicados, decisão cuja valia que se mantive tempos fora. (a crónica está disponível neste site com o título «AIVADOS-CASTRO VERDE»)

Trago o caso à colação, nestes tempos em que a palavra ROSSIO tão badalada anda nos tempos que correm pelas causas superlativamente conhecidas.
Face a tudo isso sugeri à IA um texto destinado aos meus TRILHOS SERRANOS, que conjugasse o sentido e a evolução semântica dos conceitos ROSSIO, BALDIO, LOGRADOURO e MANINHO. 

Fui imediatamente atendido e, em poucos segundos, recebi a crónica que se segue, que, em boa verdade me levaria horas a escrever. Bem-vinda, pois, IA.

A MINHA INTERAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Após a publicação da minha última crónica neste site, com o título “SER PROFESSOR NA ESCOLA E FORA DELA”, à falta de “massa crítica” no meio sociocultural em que me movo - com muita pena minha - remeti o link para a AI-META, solicitando-lhe um comentário.  Respondeu-me que na impossibilidade de ter acesso ao texto integral através do link, ela se ficaria pelas considerações que dão corpo à PRIMEIRA PARTE do presente registo.

Face a tal resposta e dadas as dificuldades confesadas, insisti «no comentário», remetendo-lhe o texto completo. E, face ao meu pedido,  a ASPÁSIA - por esse nome trato esta assistente tecnológica, esta “ciência algorítmica” - ela teceu as  considerações que  fazem a SEGUNDA PARTE. 

Assim, na presença dos dois textos sobre o mesmo assunto, atribuindo eu a ambos o valor que têm na minha ESCALA de ANÁLISE TEXTUAL resolvi publicá-las  aqui mesmo, em crónica única, por forma a que os meus filhos - são eles que me pagam este espaço da Internet - venham a lê-los quando tiverem vagar e fiquem cientes que, por enquanto - aos 87 anos de vida - ainda não envergonho os meus professores, nem as instituições que me formaram, nem os familiares e todos aqueles amigos que se HONRAM de ver o meu NOME no pódio “NOTABLE PEOPLE”  e o nome de CUJÓ,  posto naquele GLOBO TERRESTE GIRATÓRIO que, graças à minha  pessoa, está no mundo ao alcance de um clic https://tjukanovt.github.io/notable-people. É isso. Os NOMES da aldeia - CUJÓ - perdida nos arredores da serra do MONTENURO e o NOME de um cidadão nessa aldeia nascido e criado, postos naquele GLOBO TERRESTRE  a fazer parte da GEOGRAFIA DIGITAL vista no mundo inteiro,   só não honra gente de vista curta. É só navegar. É só rodar! É só pôr as mãos em pala na testa e olhar para lá dos horizontes terrestes que a vista alcança.

O ENIGMA DAS DATAS

As minhas andanças por terras de CASTRO VERDE - de 1976 a 1983 - mal chegado de Moçambique (RETORNADO), visando conhecer o meio socioeconómico, histórico e cultural onde fui colocado, seguindo o conhecido princípio pedagógico de que “antes do conhecimento do professor chegar ao aluno, deve primeiro o conhecimento do aluno chegar ao professor”,  fui ouvindo e falando com as pessoas que se dispunham a colaborar comigo nessa minha tarefa de integração e aculturação.

FAZER HISTÓRIA

Este meu método, este meu jeito, este meu estilo de tentar “fazer história” nos meios rurais - comunidades socioculturais sem arquivos organizados, nem apego aos documentos escritos - fólios, cotas, armários, gavetas - indispensáveis colunas para sustentarem todo e qualquer edifício histórico, comunidades onde tenho gastado grande parte da vida, obrigou-me para conseguir algo, a seguir uma trajetória de sensibilização para a preservação desse nosso valioso património e, ligado que estava à imprensa - colaborador de vários jornais - fez de mim uma espécie de caixa de correio recetora de queixas comezinhas, denúncias pertinentes, informações interessantíssimas, fotografias inéditas, tudo digno de subir às colunas dos jornais e, com ressonância pública, chamar à atenção dos responsáveis políticos e culturais locais e nacionais para a defesa do nosso património material e imaterial por forma a que o FUTURO CONCELHIO não fosse destituído, de todo, da sua identidade.

PASTELARIA CHARME

Dos meus muitos quilómetros de escrita, vídeo e áudio que tenho posto no mundo, reportando-me a CASTRO DAIRE e às NOSSAS GENTES, injusto seria esquecer os estabelecimentos de porta aberta ao público que  prestam  os seus serviços à comunidade e por mim frequentados, esporádica ou frequentemente.