DO ALENTEJO PARA A BEIRA ALTA
Em 1982, publiquei no “Diário do Alentejo”, em dois números sucessivos, o resultado aprofundado do estudo que fiz do processo judicial que opôs, durante 99 anos, os edis da Câmara Municipal de Castro Verde aos moradores da aldeia AIVADOS. Estes a considerar ROSSIO os terrenos em redor da povoação, com direito de administrá-lo e os autarcas a considerá-los BALDIO, chamando a si tal direito. Dei-lhe o título «REPÚBLICA DOS AIVADOS».
O processo, a subir e a descer de instância para instância judicial e administrativa, sempre a aumentar de volume, só parou quando lhe pôs termo D. João IV, sentenciando a favor da povoação, concedendo-lhe os direitos reivindicados, decisão cuja valia que se mantive tempos fora. (a crónica está disponível neste site com o título «AIVADOS-CASTRO VERDE»)
Trago o caso à colação, nestes tempos em que a palavra ROSSIO tão badalada anda nos tempos que correm pelas causas superlativamente conhecidas.
Face a tudo isso sugeri à IA um texto destinado aos meus TRILHOS SERRANOS, que conjugasse o sentido e a evolução semântica dos conceitos ROSSIO, BALDIO, LOGRADOURO e MANINHO.
Fui imediatamente atendido e, em poucos segundos, recebi a crónica que se segue, que, em boa verdade me levaria horas a escrever. Bem-vinda, pois, IA.