Trilhos Serranos

VEM AÍ O DIABO

À semelhança do que se fazia em tempos de Monarquia, atribuindo "cognomes" aos reis, se eu pudesse atribuir um cognome ao atual Presidente da República seria o de "O POPULAR". Com efeito, deslocando-se assim de povoação em povoação, a abraçar e a beijar as pessoas, assim no meio do povo, só D. Pedro, "O JUSTICEIRO, também dito "O CRUEL", de quem reza a história que, mal ele cheirasse uma rusga popular a passar na rua perto dos aposentos reais, levantava-se da cama e corria a juntar-se a essa rusga e dançar e a participar na folia, mesmo em vestidos de dormir.

HISTÓRIA VIVA - PADRE ANTÓNIO SILVA

Nestes meus trilhos serranos, sempre na pista e perseguição de factos e protagonistas da HISTÓRIA LOCAL, tropecei cedo com o nome do Padre António Silva e seus quefazeres. Estávamos em tempo de Monarquia, mais propriamente em 1907, e debruçado sobre o jornal «A Voz do Paiva», fundado em 1899, por José Duarte de Almeida e Amadeu Rebelo de Oliveira Figueiredo, o primeiro na qualidade de «editor» e o segundo  de «administrador», vemos que, em 1907,  José Duarte de Almeida figura no cabeçalho domo «proprietário» e como «diretor» temos já o Padre António Silva. 

HISTÓRIA VIVA

Era o que faltava. Eu, que me prezo de escrever «história com gente dentro», que me prezo de ter escrito, em  2007, o «historial de Fareja» no meu site «trilhos-serranos.com» (texto que abaixo transcrevo), silenciar-me perante a vitória que, AUGUSTO MARCELINO, natural desta aldeia, obteve nas recentes eleições autárquicas para PRESIDENTE DA JUNDA DA FREGUESIA DE CASTRO DAIRE. Ora leiam:

FACEBOOK 7  (11-10-2013)

Eu pensava que ao SÉTIMO descansava. Enganei-me. Com  a ideia ferrada na cachimónia de que as pessoas no FACEBOOK não apenas se desnudam, mas se põem do AVESSO, entrei consultório dentro e perguntei: ó senhor dr. já viu uma pessoa do avesso? Eu não, tenho passado a vida profissional a tentar vê-las por dentro, mas do avesso, isso não. Já tenho visto ideias e pensamentos arrevesados, retorcidos, falsos, meadas difíceis de desenrolar, mas pessoas do avesso, isso não.

FACEBOOK 4 (O FACEBOOK É UMA LIÇÃO)

Ora façam o favor de ler o que eu escrevi, em setembro de 2011, sobre o FACEBOOK:

«Pegando nas palavras de Chico Buarque para quem a «solidão é quando nos perdemos nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma», nesta minha postura solitária, mas também solidária (ao contrário de outros que pediram para serem meus amigos, mas nunca mais apareceram, apesar de eu saber que, silenciosamente, me entram porta dentro e bisbilhotam todos os cantos da minha casa) continuo a navegar e a divagar no Facebook, onde todos os dias aprendo algo de novo sobre o ser humano, desde o que ele tem de mais sublime ao mais sórdido, da mais apreciada sabedoria e bom senso, à mais rasa e rasca banalidade.