Foi durante anos companheiro de caça do Padre Duarte, que foi pároco naquela aldeia e meu colega, professor de História e de Português, na Escola Preparatória de Castro Daire. Com ele correu montes e vales, a seu lado abateu coelhos e perdizes, com ele se habituou a saborear o que é bom na vida e está apostado em manter o hábito enquanto puder, já que na juventude, dado o tempo da guerra que corria, tal como todos os jovens da sua geração, não pôde dar-se a tal luxo.
O AZEVINHO E O NATAL
Árvore sagrada dos Celtas, simbolo da “boa sorte, proteção, paz, felicidade e imortalidade”, passou, com igual significado simbólico, à civilização romana, sempre usada durante as Saturnais (dezembro) como símbolo “de paz, saúde e felicidade e abundância” tempo de convívio, da troca de presentes e, ocasionalmente, ramos pendurados, em portas e janelas “para proteção contra o mal”.
ODE À POBREZA - MANEL DA CAPUCHA, PEDINTE ANDARILHO
Como professor que fui de HISTÓRIA e de PORTUGUÊS na Escola Preparatória de Castro Daire, sempre preocupado em ligar a História e a Literatura à vida, seleccionei, para leitura, propositadamente, o conto de Sophia de Mello Breyner Andresen que tem por título «O Búzio», aquele PEDINTE ANDARILHO que esmolava, correndo a praia, abaixo e arriba.
“A terra era sua mãe e sua mulher, sua casa e sua companhia, sua cama, seu alimento, seu destino e sua vida. Os seus pés descalços pareciam escutar o chão que pisavam (...)».
Após a leitura e interpretação do conto, perguntei aos meus alunos se conheciam alguém no concelho de Castro Daire que lhes fizesse lembrar “O BÚZIO”.
- Que sim, senhor! “Era o Manel da Capucha».
Estava atingido o primeiro objectivo da aula. Ligar a literatura à vida real e sabermos que os protagonistas dos contos literários podiam andar entre nós, fora dos livros, pessoas que nos rodeiam, que conhecemos, que falam connosco, que nos cumprimentam e que nos sorriem.
E eles, alunos e alunas troxeram à TURMA a figura do PEDINTE ANDARILHO, tal qual o conheciam: “é um velho; é um pobre; pede na vila e nas aldeias; é meio careca; não se penteia; tem barba feia; tem defeitos no pescoço; cheira mal; tem roupa suja; usa uma capucha velha; não toma banho; tem sapatos rotos; anda muito direito; tem um bornal; às vezes leva um pau; é simpático; pegou-me ao colo uma vez; sorri para toda a gente. Eu gosto dele. Eu não gosto dele, etc. etc.”
Pronto. Tinhamos matéria plástica para um CONTO semelhante ao CONTO que acabávamos de ler. Tinhamos assunto para discorremos sobre a ESTRUTURA DA NARRATIVA e dela extrairmos os RETRATO FÍSICO e o RETRATO MORAL dos PROTAGONISTAS, matéria programada e obrigatória, nas aulas de PORTUGUÊS.
NÓS E AS COISAS
Numa das minhas crónicas anteriores referi-me à minha juventude e à relação que tinha com as coisas do mundo. Retomo o fio da meada pelas razões que a seguir se verão. Assim:
HERÁLDICA BOVINA E EQUINA
As minhas últimas crónica e vídeos tiveram por objeto os enfeites “heráldicos” aplicados nas correias das vacas com presença assinalável na Serra do Montemuro e arredores.
CORREIAS DAS VACAS - HERÁLDICA BOVINA (3)
Desde tenra idade, tanto quanto me lembra, sempre me interpelei sobre a mecânica da “relojoaria cósmica”. E o meu pai, como deixei escrito no texto a que dei o título “Céu Estrelado”, publicado neste site, ali, em CUJÓ, minha terra natal, sem energia elétrica por perto, noite de bréu, céu luminoso, “braço estendido, ele,o meu pai, como se fosse dia, apontava a abóbada celeste e ensinava-nos como localizar a ESTRELA DO NORTE.
GENTE, TERRA E ANIMAIS - HERÁLDICA BOVINA
Podia chamar a este meu trabalho “Ensaio sobre a Cegueira”, não com o assunto tratado por José Saramago, que começa com um “homo urbanus” que cegou, ao volante de um automóvel, a olhar para um semáforo citadino, cegueira que se estendeu a todos os automobilistas da cidade e do mundo.
Não. Os meus protagonistas e o espaço em que se movem são outros, longe dos meios citadinos. Não se trata de ficção. Não é Lisboa, nem qualquer outra grande metrópole do globo. É a serra do MONTEMURO E ARREDORES, com a sua história, os seus usos, costumes e tradições. Serra revestida de carquejas, urgueiras, sargaços, giestas, caminhos carreteiros, leiras e lameiros. De gente com senhorio de todas as manhas e técnicas de sobrevivência, sempre em luta com os adversos elementos da natureza e homens do fisco.
Digamos que vou lançar luz sobre o “homo rusticus”, lastimando, por tão óbvia, no caso vertente, a “cegueira” dos nossos homens das ARTES LIBERAIS, homens de LETRAS, assim classificados por oposição às ARTES SERVIS, mesteirais, agricultores e pastores. Nem mais, assim “arrumadinhos” socialmente pelos nossos HUMANISTAS DE QUINHENTOS.
HERÁLDICA BOVINA
No domínio do SIMBÓLICO, muito antes de me dubruçar sobre aa SIGLAS DA ERMIDA DO PAIVA, no meu livro “MOSTEIRO DA ERMIDA”, e descobrir o uso e valor que o número “9” tinha na CULTURA PORTUGUESA, a pontos de ser raro o TESTAMENTO lavrado com “selo público e raso no cartório de tabelião encartado”, onde esse número não figurasse a marcar os responsos e as missas, desejadas pelo testador, a bem da sua alma, “post mortem”, (cf. o capítulo SIGLAS nesse meu livro), sempre me intrigou ver os ORNAMENTOS METÁLICOS que figuravam nas CORREIAS DE CAMPAINHAS, (também ditas ESCALAS e COLEIRAS) que os proprietários penduravam no prescoço das suas vacas de trabalho e, bem assim, o esmero e polimento que nelas punham em momentos de feira ou festa.
A ESSÊNCIA DO SER HUMANO
No dia 17 de março de 2015 publiquei no meu mural do Facebook o texto que, vindo às MEMÓRIAS recentemente, só hoje migra para este meu site, jpor força dos «comentários» que recentemente sobre recaíram: (Cf. mural) Assim:
GENTE DA TERRA - LINO MENEZES
Em 1993 (quanto tempo lá vai, senhores!) escrevi uma crónica no «Notícias de Castro Daire», onde, pela primeira vez, falei de LINO MENEZES. Em 29 de janeiro de 2016, data mais próxima, publiquei no meu site “trilhos-serranos.pt” um texto relativo ao mesmo cidadão, repescando a crónica a que aludi, cujo link anexo em rodapé, por forma a que aqui deixe, situado no tempo, um testemunho público do apreço que sempre tive e tenho pelos SABERES demonstrados publicamente em prol da comunidade, por cidadãos que, por força de circunstâncias várias, se viram dispensadosdos DIPLOMAS ACADÉMICOS INSTITUCIONAIS, carimbados com o selo branco dos liceus e universidades nacionais. E, sem tais credenciais burocráticas outro remédio não tiveram senão ESGADANHAR A VIDA com a honestidade e honradez exigidas pela comunidade em que se integravam.
PROF. CELSO MATOS
À maneira antiga, que era o hábito das pessoas de Castro Daire se juntarem na Farmácia, no alfaiate e/ou num ou noutro lugar de convívio para falarem na sua terra e da gente dela, há dias, na oficina de sapataria do senhor Abel Ferreira, junto aos Paços do Concelho, o último lugar desse tipo de tertúlia que resistiu à modernidade, veio à conversa uma informação interessante.
TAVERNA-ESTALAGEM-CASA DE PASTO-RESTAURANTE
Em recente crónica publicada neste site, aludi a uma TAVERNA sita em Casével, Castro Verde, Alentejo, onde, entre amigos e parentes, fiz um registo audio de algumas parcelas da CULTURA POPULAR ORAL ALENTEJANA. Foi no tempo que exerci a docência no concelho de Castro Verde.
CULTURA POPULAR ALENTEJANA
No apontamento anterior referi-me circunstanciadamente ao MOTE popular “desta mánica do mundo/quem será o maniquista/onde começa o movimento/não alcança a nossa vista” e prometi trazê-lo glosado em DÉCIMAS pelo poeta popular Francisco Augusto Galrito, escritas em ortografia atualizada, e, pela fonética e grafia, atribui a sua autoria original a um pastor ou agricultor alentejanos que não pastoreavam nem lavravam no campo das LETRAS, mas pastoreavam e lavravam fundo no campo do PENSAMENTO.
CULTURA POPULAR ALENTEJANA
No trabalho de recolha que fiz da CULTURA POPULAR ALENTEJANA mal cheguei, em 1976, a Castro Verde, retornado que era de Moçambique, registei uma COMPOSIÇÃO deveras interessante, por seu notório que o seu autor (anónimo) estranhou “o léxico” das gentes do ALENTEJO, usado na sua comunicação oral quotidiana. Aquele registo lexical (oral e gráfico) só podia merecer reparo por destoar fonética e graficamente ao ouvido de quem chegou de fora e confrontar-se com aquelas “maneiras tão raras” de falar.
A convite do Executivo Municipal de Castro Daire, integrei as “COMEMORAÇÕES DOS 50 DO 25 DE ABRIL” e participei no “ALMOÇO CONVÍVIO DOS EX-COMBATENTES” que teve lugar no RESTAURANTE “PARQUE” a abarrotar de “tropas e famílias”. Fiz vídeos do evento alojados no YOUTUBE.(cf. link em rodapé, nota 2)
NOS MEUS TEMPOS DE COIMBRA
Em 1952, apenas com 12 anos de idade, feita a QUARTA CLASSE, eis-me nos arrozais do Mondego, arredores de Coimbra, mais propriamente em Taveiro, Alfarelos, onde, pela primeira vez, vi uma máquina a vapor ligada por correias a uma debulhadora de arroz.
PRESÉPIOS
Em 2018 publiquei, neste meu espaço, duas fotos alusivas ao NATAL sob o título “DO FIGURATIVO AO SÍMBÓLICO”. Ambas aludiam à QUADRA NATALÍCIA, mas ambas distintas eram daqueles PRESÉPIOS TRADICIONAIS catequéticos, onde, em torno das imagens de JESUS, MARIA e JOSÉ, aparecem, infalivelmente, o burrinho, a vaquinha e os pastorinhos, mais os três reis magos Baltazar, Gaspar, Belchior e os respetivos camelos bem albardados com incenso, ouro e mira.
«OS LUSÍADAS » - POR ANTÓNIO BORGES COELHO
Quando um livro, repleto de ideias e argumento, qual cantil num deserto, sem rio, ribeiro ou fonte por perto, dá ao caminhante alento e coragem bastante para, no areal do conhecimento e entendimento, prosseguir a viagem, v.g. tónico de vida, sombra reconfortante num deserto assim, pretexto é para, enfim, eu deixar rasto, resto e rosto na caminhada longa do aprender, do saber e do fazer-saber.
A NOSSA TERRA - A NOSSA GENTE
“São os ossos do ofício”, assim diz o povo e eu, para comecilho de novelo, faço uso dessa vulgaríssima expressão para dizer que não é fácil ao historiador exercer o seu múnus.
NOS TRILHOS DA DESCOBERTA
O meu colega de profissão e de empenhadas lides na busca de “saberes passados”, ocultos em arquivos mortos ou arquivos oscilantes e vivos em memórias orais de enciclopédias bípedes, andantes, ALTINO MOREIRA CARDOSO, fez-me chegar, como oferta, através de mão amiga, o seu último livro, com o título “O HOMEM E A OBRA” e subtítulo “BIO-BIBLIOGRAFIA”, editado neste ano de 2024.
O ADVOGADO E O ESCRITOR
No dia 7 de agosto p.p., recebi a gentil visita do Dr. LIMA BASTOS, no alto de Farejinhas, restaurante “ PARIS II”, onde ele me fez a oferta da sua “OPERA OMNIA” aquiliniana, a que, pelo tamanho e peso, chamei, imediatamente, OPERA MAGNA. Um volume de 1.462 páginas, capa dura, formato 17x24,5 e 3 Kg de peso. Um grande livro. Um livro de peso. Tem a chancela da “Sopa de Letras” e uma nota informativa: “Desta edição, e fora de mercado, foram impressos cem exemplares que vão numerados e assinados pelo Autor”.
Coube-me em sorte o número 019.
De passagem para SERNANCELHE, aproveitei fazer-lhe uma pequena mas elucidativa ENTREVISTA em vídeo, cujo link anexo em rodapé, neste meu espaço online.
INTELIGÊNCIA PRÁTICA
Recentemente percorri um troço do CAMINHO DO MOLEIROS, aquele carreiro que, nos meados do século XX ainda revestia o aspeto de um formigueiro humano, de vai-e-vem, tal era o uso que tinha. Ele ligava o BAIRRO DO CASTELO (casco histórico do vila) aos RIOS PAIVÓ e PAIVA e, bem assim, à povoação do MOSTEIRO.
O MUNDO SE VAI ASSIM
Semelhantemente às “CONVERSAS EM ANDAMENTO” que vou fazendo em vídeo, enquanto, a pé posto, por aqui ando e, a meu gosto, escrevo, falo e penso, se bem meço o espaço que separa o princípio do fim, a metro, à cancha ou a passo, vejo o princípio do fim da picada. A velho cheguei e os calos e o suor de corpo e alma deixei pelos campos que cavei, pelos caminhos que pisei, direitos e tortos, veredas de encantos e desenganos a falar com gente, com animais, árvores, todos os seres vivos e mortos ao natural e nos livros.
GEOGRAFIA SENTIMENTAL
Em 15 de junho de 2017, num apontamento crítico que fiz a um livro do meu amigo escritor Dr. Manuel de Lima Bastos, publicado nos meu site “trilhos serranos”, deixei o retalho que se segue, envolvendo Aquilino Ribeiro e Manuel da Fonseca. Trago a terreiro essa mancheia de letras, ceifadas assim, à maneira de ratinho que, de seitora curvada sobre ombro, desce até às ondulantes searas alentejanas, a propósito do livro que acabei de ler recentemente da autoria do meu amigo JOSÉ FRANCISCO COLAÇO GUERREIRO, a que já me reportei, sem contudo, dizer tudo. Dizer o que merece ser dito, já que nesse meu escrito ficou omisso. Lá chegaremos. Por agora, esse tal respigo:
ESCRITA EM MOVIMENTO
Os cinéfilos sentam-se, acomodam-se nas cadeiras postas em anfiteatro, olhos postos no ecrã. Aguardam somente que o projecionista ponha a bobine a rodar, que aproxime os eletródios, que o arco voltaico projete a luz sobre a transparência da fita e, no grande retângulo apareçam as imagens de cartaz. Começou.
POESIA A CORES
Seja verão, primavera, outono ou inverno, estaciono o carro perto do adro da Igreja e, obrigatoriamente, passo pela moradia que foi de padres, curas e abades tridentinos e secundinos. Construída em alvenaria gratítica, um quintal pegado, não há ali couves para caldo, mas há plantas de adorno entrelaçadas em torno, com flores e cores diversas, no tempo delas, sempre belas a desafiarem poetas e pintores.
ÚLTIMO PROFISSIONAL DO RAMO
O senhor Mateus está ali, à entrada do Jardim Público da vila de Castro Daire. Não pede nada a ninguém. Quem quer, quer. Quem não quer passa adiante. Ele é, a bem dizer, um dos últimos homens a exercer tal serviço social em Castro Daire.
CINQUENTA ANOS APÓS O 25 DE ABRIL
No país anda tudo em alvoroço. Aproxima-se a EFEMÉRIDE da «Revolução dos Cravos» e eu, que já escrevi bastante sobre esse dia da LIBERDADE, que no meu último texto colocado no mural do FACEBOOK transcrevi e ilustrei a «inauguração» do «Clube Republicano» tratado por Eça de Queirós no seu livro «A CAPITAL», onde aparece um protagonista de nome ABÍLIO a oferecer um busto de MINERVA para decoração das paredes do CLUB, mais uma vez recorro a quem melhor diz e sabe sobre as «conquistas das liberdade» e o uso que delas se faz.
SOCIAL - IGUALDADE DE GÊNERO
Ontem à noite, a partir das 22 horas, assisti ao «painel» «É OU NÃO É» da RTP, conduzido por uma excelente apresentadora e jornalista da nossa praça. Participaram nesse painel um conjunto de «mulheres» (SENHORAS) sabedoras do assunto e também, por vídeo conferência, o sobejamente conhecido sexólogo, Júlio Machado Vaz.
Cada qual deu o seu contributo no sentido de esclarecer o papel histórico da «MULHER NA SOCIEDADE», o caminho já andado na sua «EMANCIPAÇÃO» e os problemas que subsistem e dificultam a IGUALDADE DE GÊNERO no emprego, no trabalho e no lazer. Ascensão nas carreiras profissionais e igualdade de VENCCIMENTOS, assente no princípio institucional de «trabalho igual vencimento igual».
ESCOLA PREPARATÓRIA DE BEJA
A pedido do Conselho Diretivo desta Escola, realizou-se nos dias 23, 24 e 25 de Março um curso sobre «TRABALHO DE PROJECTO» orientado por duas monitoras, uma vinda de Delegação Regional de Faro e outra de Lisboa. Para além de professores da Escola foram participantes professores das escolas de Serpa, Ferreira, Aljustrel e Escola Secundária n.° 1 de Beja.
ELEIÇÕES LEGISLATIVAS
Logo que foram sabidos os resultados das últimas «ELEIÇÕES LEGISLATIVAS» apressei-me a colocar mo meu mural do FACEBOOK e também no mural onde se fala de LITERATURA E POESIA, (cujo administrador me tem dado a liberdade de ali deixar os meus desabafos cívicos, políticos e culturais) uma versalhada alusiva ao evento e, neste momento de «perda» para o PARTIDO, entendi reiterar publicamente o campo ideológico em que me situo, apesar de ter abandonado, há muito tempo, por moto próprio, o APARELHO PARTIDÁRIO. E fazê-lo numa situação de VITÓRIA, essa minha atitude, seria, seguramente, entendida como oportunismo de ocasião, coisa que sempre combati e por isso mesmo saí do PARTIDO com a explicação dada no jornal «Notícias de Castro Daire» a qual me dispenso de aqui repetir.
VELHA GUARDA
Pela via do costume, isto é, pela vitrina das “QUATRO ESQUINAS”, soube, hoje mesmo, dia 11 de março de 2024, do falecimento e fim de duas pessoas da minha estima. Uma, não fazia parte dos meus amigos de convivência diária, o Senhor JOÃO AUGUSTO d'OLIVEIRA (mais conhecido por João da Adelaidinha), mas outro foi meu colega na Escola Preparatória, Prof. José Augusto dos Santos Ferreira, e posso garantir que éramos reciprocamente amigos.
TRANSUMÂNCIA
A HISTÓRIA é uma planta que não pega de ESTACA. Tém raízes nos factos e nos documentos que a sustentam e lhe dão viço e autenticidade. E muito mal andam aqueles que pensam o contrário. Pois mesmo que a “COISA” (com interesses disfarçados ou não) pegue e se mostre VIÇOSA por algum tempo, está condenada a secar e a morrer por não ter sustentação real e verdadeira. Falta-lhe o chão e o húmus naturais, autênticos e próprios. Refiro-me ,concretamente, à “transumância” que os rebanhos da Serra da Estrela faziam para o Montemuro, passando pela vila Castro Daire, nos tempos em que a economia assentava no «SETOR PRIMÁRIO». Já falei disso em escritos anteriores, transcrevendo parte do manuscrito das “Memórias Paroquiais” de 1758, assinadas pelo Pároco de Ester.
SEM TÍTULO
Nesta grande cidade de velho e novo casario que, pelo rio, viu partir Portugal inteiro para as Índias, Áfricas e Brasis, como se diz, para outros mundos... cidade capital de muitas igrejas, capelas, cúpulas, torreões e mais o castelo, coração da antiga cidadela, eu, solitário e sonâmbulo aldeão, não encontro nenhum encanto nos cantos e recantos no chão dela. Por avenidas, quelhos, ruas e ruelas me passeio, por elas passo o tempo a deambular e nelas vejo, de braço dado, ranho e asseio. E, nesta minha deambulação, todos os dias leio as repetidas páginas do livro que, neste meu mutismo, pelas avenidas, ruas e ruelas folheio.
POLÍTICA E LITERATURA
«DITO POPULAR»
Desde pequeno que conheço este dito popular em contexto de menosprezo por pessoa, ou grupo, considerados «inferiores» aos demais da comunidade ou de conversa. E por vezes assenta bem nas pessoas que, ignorando, totalmente, o assunto em debate, entram nele como se fossem «sábios», não se dando conta sequer que transmitem a sua ignorância, senão mesmo a sua imbecilidade.
GENTE GRANDE
Não ouvi, mas disseram-me haver gravação audio, que a candidata da CDU à presidência da Câmara de Castro Daire, ISABEL SOUTO, professora, lamentou que duas figuras importantes, NADAS, em Castro Daire, designadamente o Jesuíta SEBASTIÃO VIEIRA e o judeu ISAAC ABOAB DA FONSECA, tenham sido esquecidas pela gente terra onde nasceram.
Ora, como tenho dado provas públicas de valorizar todos aqueles que, para além da tratarem da "sua vidinha", fizeram algo em prol desta terra, em pensamentos e obras, bem gostaria que esta informada candidata esclarecesse os eleitores (eu sou um deles) das OBRAS E PENSAMENTOS deixados por essas tão venerandas figuras em favor de Castro Daire. Em meu juízo, ser figura importante de Castro Daire só porque as suas mães nesta terra os pariram, não basta.
E já agora, sobre o Jesuíta Sebastião Vieira, conheço algo do que ele fez em Castro Daire, para lá do nascimento. Estabeleceu um "Vinculo" na capela de S. Sebastião, em benefício da sua alma. Publiquei um livro sobre isso.
Sobre Isaac Aboab da Fonseca, cujos traços biográficos não ignoro, nada fez em Castro Daire e por Castro Daire. E sei que se o filósofo Benedito Espinosa fosse vivo, não teria dele a opinião que tem Isabel do Souto.
Fiz este registo porque o tempo da bocas caladas e das excomunhões já lá vai, mesmo que esse tempo permaneça alojado, se calhar cristalizado, em mentes julgadas progressistas e solidárias NOTA: Este APONTAMENTO foi publicado no mural do Facebook em setembro de 2013.
A HISTÓRIA NÃO SE APAGA, NEM O NOME DOS SEUS PROTAGONISTAS
Aproximando-se os “CINQUENTA ANOS” da passagem deste dia HISTÓRICO (meio século de alegrias, de esperanças, de tristezas e desalentos, de desgostos e desenganos, um caldeirão de pensamentos e sentimentos), cinquenta anos de vida, de mortes e natais, dando volta aos papeis que recheiam os meus arquivos, vindos de espólios vários, propriedade que foram de castrenses que fizeram de mim fiel depositário e proprietário, por preferirem a minha pessoa e a minha casa ao ATERRO SANITÁRIO DO PLANALTO BEIRÃO, ali onde vai parar todo o lixo concelhio e de terras mais, dando volta a esses papeis, dizia, trago hoje ao conhecimento dos meus amigos, nestas vésperas e festejos do NATAL, sobretudo à GENTE JOVEM que vê o mundo através do minúsculo ecrã de um indispensável telemóvel ou Smarphone, um episódio que, podendo parecer-lhes caricato, mostra bem o estado de desenvolvimento social, técnico e cultural em que se encontrava o país e o concelho, nesse dia e ano. Mostra bem o ensejo e a importância que, ao tempo, as NOSSAS GENTES davam a um simples APARELHO DE TELEVISÃO. Vejamos.
SERRA, GENTE E ANIMAIS
ESTRAGUAL - VILAR
Assumido lenhador na FLORESTA DAS LETRAS, eis-me, de podão em punho, a penetrar mato dentro e deixar, mais uma vez, uma clareira aberta na área dos procedimentos, conhecimentos, crenças, gostos, desgostos e entretenimentos humanos, por forma a não desonrar as instituições que me formaram, a dignificar os professores que me ensinaram e a não envergonhar a MINHA TERRA, os meus familiares, colegas e amigos, todos aqueles que me acompanharam na senda profissional e académica, v.g. nos trilhos da vida.
TRILHOS DA VIDA
Assumido lenhador na FLORESTA DAS LETRAS, primeiro historiador, poeta e escritor natural do concelho de CASTRO DAIRE, com a biqueira do sapato no degrau do pódio «Discovery & Science»de “NOTABLE PEOPLE", disponível no GOOGLE ( https://tjukanovt.github.io/notable-people), para respeito e consideração dos estudiosos e despeito e inveja dos imbecis, sem estação, sem agulhas nem carris, eis-me, de podão em punho, a penetrar mato dentro e deixar mais, mais uma vez, uma clareira aberta na área do procedimento e conhecimento humanos, por forma a não desonrar as instituições que me formaram, a dignificar os professores que me ensinaram e a não envergonhar os meus familiares, colegas e amigos, todos aqueles que me acompanharam na senda profissional e académica, v.g. que comigo pisaram os trilhos da vida.
A SERRA É A MINHA PRAIA
Então não é que ontem passei uma tarde inesquecivel na SERRA DO MONTEMURO? Nem queiram saber, corrijo para melhor, queiram saber claro, pois é necessário e eu vos conto.
DR. EDUARDO PINTO CARVALHO (O POETA)
Hoje mesmo, dia 21, na Biblioteca Municipal de Castro Daire, pelas 16 horas, estive presente na apresentação do livro de poesia “Romper o Silêncio” da autoria do falecido médico de Castro Daire, que residiu nas Canárias largos anos, Eduardo Batista Pinto de Carvalho, cidadão que, numa das suas visitas costumeiras e anuais à terra natal, entrevistei em vídeo, em 2019, entrevista alojada no meu CANAL DO YOUTUBE, cujo link anexo no rodapé deste texto.
MOSTAJEIRO NO MEU QUINTAL
Neste ano de 2023, dada a «carga» de frutos com que me prendou o MOSTAJEIRO que trouxe da SERRA DA NAVE (com 1 metro de altura) há, exatamente, 14 anos (ele foi plantado no ano em que nasceram as minhas duas netas MAFALDA e MARTA), resolvi fazer o vídeo que figura em rodapé e publicá-lo no meu CANAL DO YOUTUBE.
AMIZADES
Recebi, via eletrónica, a foto Nº 1 que ilustra este apontamento. Um senhor adulto, senhor do seu nariz, olhar frontal e um menino a rondar os 15 ou 16 anos de idade, olhar de frente, AMBOS confiantes, afrontando o futuro. Ambos ao lado de uma pilha de tijolos, um símbolo claro da construção do devir na vida, assente em bases sólidas. Uma Cerâmica assente no concelho de Figueiró dos Vinhos.
FALAR PORTUGUÊS
Na troca de correspondência que tive recentemente com o escritor MANUEL LIMA BASTOS a propósito de BEIJINHAS>BEIJINAS>BAJINHAS>VAGINAS, depois de ter respondido à questão que o intrigava, perguntei-lhe se ele já tinha comido “sopa de beijinhas”. Eis a resposta que me parece oportuna meter neste RIO DO CONHECIMENTO, pois certo estou de que nem todos os meus seguidores sabem tudo sobre o assunto que ele abordou com o timbre saboroso e literário que o carateriza, mesmo numa simples missiva. Escrita que faz crescer água na boca. Assim:
BEIJINHAS
Nos últimos tempos os meios de comunicação social do mundo inteiro não têm falado de outra coisa senão de um BEIJO. Ele, esse BEIJO, vai ficar famoso na HISTÓRIA e não sei se algum escriba (dos tantos que por aí há), fará obra que «afetuosamente» se estenda pela eternidade.
LETRAS VIVAS
Há dias escrevi e publiquei um texto reportando-me ao “fabrico” de CARVÃO por toda a serra do Montemuro, em tempos idos. A URGUEIRA GANDARINHA (Erica australis, L.) que, com o seu verde identitário e a sua cor lilás, em tempo de floração, revestia tudo quanto fosse encosta, monte e outeiro baldios ou tapadas privadas, era o arbusto que produzia as “torgas”, as raízes com as quais se “fabricava”, essa indispensável fonte de ENERGIA (em potência), nos meados do sé ulo XX.
OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA
Quem não sabe, só não sabe, porque não quer saber. É que sobre esta matéria da REQUALIFICAÇÃO URBANA e outras ADJETIVAÇÕES afins, não falta informação bastante disponível na Internet, matéria acessível aos simples curiosos e aos especialistas da régua e esquadro, mais conhecidos por ENGENHEIROS E ARQUITETOS.
É só saber ler, navegar no “mare magnum” da WWW e, através de um simples motor de busca, num “ai” sai-nos dos lábios um triplo “ai, ai, ai” face às novidades que, em redor de nós, se vão “requalificando”, «reabilitando» «conservando» ou «mudando». isto é, que, em redor de nós, vemos o que “era e deixou de ser”, mudança sem que tenham sido cumpridas as mais elementares regras a que isso obrigava, segundo os cónegos do específico múnus, ou seja a conciliação harmoniosa e funcional do PASSADO com o PRESENTE, por forma dar sentido e identidade ao FUTURO.
Para justificar este meu espanto e desencanto deixo aqui as palavras de alguns “especialistas” que se deram ao cuidado de “ensinar quem não sabe”.
A SERRA DO MONTEMURO É UM JARDIM
À falta de uma flor, uma simples margarida que seja, daquelas florinhas que, espontaneamente, bordejam todos os caminhos, ali, no espaço que foi JARDIM PÚBLICO, na vila de Castro Daire, espaço que correu mundo em POSTAIS ILUSTRADOS como BILHETE DE IDENTIDADE DO CONCELHO, espaço resultante de expropriação de hortas, quintais e pardieiros levadas acabo desde 1919, pelos EXECUTIVOS MUNICIPAIS DA ÉPOCA, tal como já historiei em livro próprio, espaço que, em recente REQUALIFICAÇÃO, RESTAURAÇÃO, REABILITAÇÃO (como se lê em matéria especializada) perdeu a IDENTIDADE virou não “SEI QUÊ” e, prossigo, à falta de uma só flor, dizia eu, faminto de algo identitário, belo, colorido e nosso, monto a minha mota e deixo-me ir nela até ao topo da serra do MONTEMURO. Não sem me perguntar: como se transmitem os valores identitários às novas gerações se não conciliarmos o passado com o presente e o futuro? Se varemos da HISTÓRIA o legado que tanto custou aos nossos ANTEPASSDOS?
HISTÓRIA
Já fiz extensa crónica sobre a MESA DE CENTRO (de marmorite) com elementos escultóricos decorativos chineses, quer na base, quer na coluna, quer no tampo. Interroguei-me sobre o número de figuras em relevo patentes no seu todo, nomeadamente, três dragões (na base), três elefantes (no meio da coluna) e três beldades femininas (na parte cimeira) que sustentam o tampo. Ao todo, somam NOVE, número tão usado na CULTURA OCIDENTAL, patente que está nas NOVENAS CRISTÃS e ritos afins. Falei nas nove BADALADAS DAS TRINDADES (3+3+3=9), falei nos NOVE responsos a que aludem alguns testamentos, falei nos “TRÊS VINTÉNS”, tesouro que a donzela devia levar ao altar no dia do casamento e aludi ao facto de, perdidos que fossem os TRÊS VINTÉNS, daí a NOVE MESES, se a natureza seguisse o seu curso normal, teríamos nova vida. Concluindo que o número NOVE está, seguramente ligado à vida, à fertilidade e, consequentemente, arrimo e amparo de crentes e supersticiosos.
“HISTÓRIA, EMPATIA E CULTURA
Acabava eu de tomar o pequeno almoço na “Pastelaria Charme”, em Castro Daire, no passado dia 2, cerca das 10 horas, e estava a escrevinhar uma crónica sobre o “PRIMEIRO GOVERNADOR GERAL DE MOÇAMBIQUE”, Capitão General Francisco de Melo e Castro (em serviço nos anos 1752-1755), baseado num estudo assinado pelo meu ex-professor ALEXANDRE LOBATO, na Faculdade de Letras da Universidade de Lourenço Marques (há muito falecido), crónica onde registei o meu desalento de “ver, definitivamente, calados, sem voz nem palavra, tantas amigos que eu ouvia e me ouviam, que me liam e eu os lia, que estimava e me estimavam”, quando junto de mim chegou o amigo, Fausto Teixeira, de Pendilhe, há muito conhecedor dos trilhos de investigação que piso e deixo pegada, perguntando-me, naquela sua atitude tímida e simples, se podia interromper-me a tarefa e eu lhe dispensava um minuto.
O POETA, O SONHADOR, O VISIONÁRIO
Este meu amigo, recentemente falecido, era um homem de personalidade forte que, em Portugal e no Brasil, venceu adversidades mil, menos a morte. Era um cidadão irrequieto, das sete partidas. Conheci-o em 1985, quando pôs de pé a “Voz do Montemuro”, jornal de vida breve. Mas sinto a falta de gente assim. De ganhos e perdas. De vitórias e derrotas. Homem de iniciativa, de “pensar” e de “fazer”, mais de “mandar” do que de “obedecer”, conciliador, congredador de vontades, mas nem sempre consensual, nada fazia por mal, fosse ou não compreendido, reconhecido e recompensado. Traçado o caminho, o caminho era seguido, levava a dele avante. E, com ou sem risco, nem sempre isento de perigo, mesmo avisado, seguia adiante. Um poeta, um visionário, um sonhador. Sim, faz-me falta este amigo. Com certo pendor egocentrista, mirando-se no espelho, olhos fitos em si, não perdia, contudo, de vista o mundo em redor e, naturalmente, rodeava-se de muita gente conhecida e desconhecida.
PENSAR DÁ TRABALHO
Eis uma “MESA DE CENTRO” com «TAMPO CIRCULAR» apoiado numa «COLUNA ESCULPIDA» que assenta numa base com “TRÊS DRAGÕES”, à semelhança das mesas “PÉ DE GALO”.
JOGOS FLORAIS EM 1947
Em 1995 tive a felicidade de me encontrar em Castro Daire com José Augusto da Silva Freitas, natural de Vila Seca, a residir em Coimbra, um velho amigo do meu pai, Salvador de Carvalho, desde os tempos em que trabalhava na Câmara Municipal de Castro Daire.
Fiel leitor das minhas publicações no “Notícias de Daire Daire”, fruto das minhas investigações sobre a HISTÓRIA LOCAL, no primeiro encontro pessoal que tivemos, logo se prontificou a fornecer-me fotocópia de algum material que possuía nos seus arquivos, sempre dignos de divulgação e conhecimento.
Com efeito, em 27 de março de 1995, entrou na minha caixa do correio um volumoso envelope com esse material, acompanhado de uma amistosa missiva onde ele se penitenciava do atraso que tivera em satisfazer a sua oferta.
O “CAROCHAS”
Década 60 do século XX. Um professor. Um pedagogo. Um cientista, docente no “Externato Marques Agostinho”, em Lourenço Marques, Moçambique. Ali, no Largo “Heróis de Mocava”, largo em forma de “U”, de boca aberta para a Avenida Pinheiro Chagas, toda ela uma reta urbana com cerca de 5 Km de ponta a ponta. Ali, naquela cidade das acácias, poleiro certo e seguro de centenas de cigarras, sempre ocupadas na sua estridente, mas nunca irritante, cigarrela. Cigarras, uma orquestra de violas, violinos e guitarras, maestrinas à disposição do passante, em tempo constante, noite e dia, naquela terra distante onde deixei anos de vida.
NOSSAS TERRAS E NOSSAS GENTES
No dia 10 de fevereiro de 2017, num texto que escrevi e coloquei “on line”, neste meu espaço, deixei o parágrafo que se segue:
“Lá mais ao fundo, as Covelinhas (=Santa Margarida, como demonstrei em estudo específico) e a seguir os Mortolgos, nome próximo de "MORTÓRIO=FOGO MORTO" que significa "casal desabitado, reduzido a matos e sem cultura", tudo a lembrar o abandono e a MORTE, sítios a recordarem a grande batalha ocorrida naquele monte onde se levantou um cruzeiro gigante, em 1940”.
Referia-me ao MONTE DA CABEÇA sobranceiro a Lamelas, aos Braços e não muito longe de Vila Pouca.
DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA
No dia cinco p.p. escrevi e publiquei no meu mural e no mural de DOUTOR Amadeu Carvalho Homem, Professor jubilado da Universidade de Coimbra, “LITERATURA E POESIA”, um texto relativo ao MOSTAJEIRO que existe no meu quintal, plantado por mim, trazido da Serra da Nave, ainda pequenino.
Chegado à idade adulta, com a idade das minhas duas netas MAFALDA e MARTA, cujas iniciais estão gravadas no troco, já me prendou com os seus frutos em anos passados, , mas nunca o vi tão florido, vestido de branco, como este ano de 2023. Daí se tornar notícia e eu o associar à roca de linho da minha mãe. E tudo o mais que se segue, tal qual:
CUSTILHÃO - 2
HISTÓRIA E FICÇÃO
Conhecedores que somos, pela crónica anterior, do uso da pedra na construção civil doméstica, militar e religiosa; encontrada que foi a solução técnica para que um abrigo provisório ou castelo, moradia, moinho ou templo de longa duração pudessem exibir, nas suas fachadas, aberturas para passagem de pessoas, animais ou luz; divulgado que está, por esta via digital, o meritório hino à inteligência humana na arte de construir; verificado o sucesso que foi alcançado desde o “V” invertido, em pedra, à padieira dupla, ao arco românico e ao arco quebrado, das portas, às abóbadas de berço e de nervura; visto tudo isto no universo da história escrita e documentada, livres somos, agora, de entrar no universo do imaginário, criativo, ficcional e especulativo como é tudo o que envolve religião, filosofia, novela ou romance de fantasioso enredo e respetivos protagonistas.
CUSTILHÃO-1
Sob o título em epígrafe (já lá vão muitos anos) apresentei, na Universidade de Lourenço Marques, orientado pelo Professor Manuel Mendes Atanásio, um trabalho inserido na HISTÓRIA DA ARTE, no qual mostrei, depois de muitas leituras feitas na bibliografia especializada, os diversos recursos a que o homem, inteligentemente, botou mão para construir, com materiais perecíveis, um simples abrigo passageiro, ou edifícios duradoiros feitos com materiais resistentes à erosão trazida de “ventos e marés” adversas, por forma a permanecerem de pé, séculos fora, num atrevido desafio à eternidade.
DR. ARMÉNIO DE VASCONCELOS.
Recentemente, via telemóvel, o meu interlocutor, pessoa amiga, disse-me em discurso direto:
- Amigo, estou muito doente, mas ainda não perdi a esperança de ir consigo às pútegas, na serra do Montemuro.
Era a voz do Dr. Arménio de Vasconcelos, (de momento a residir em Leiria) um cidadão que conheci em 1985, quando me pediu a colaboração no projeto destinado a fundar, no concelho de Castro Daire, o jornal que fizesse eco da nossa história, cultura, usos, costumes e tradições, enfim, que levasse ao mundo a vida os “quefazeres” e “pensares” das gentes montemuranas.
UM ARTISTA DE CÁ
Já falei anteriormente deste castrense, filho, com muita honra, do MESTRE ZÉ FERREIRO de cimo de vila, com oficina aberta ali na Estrada Nacional nº 2, à saída para Lamego.
VALE CUTERRA
Disse eu, na crónica anterior; que no decurso de tempo, o VALE CUTERRE, rústico de «leyras» e «hereditates» sujeitas a “jugata”, em 1258, teria evoluído para “lugarejo” habitado com referência, ali, de batizados e óbitos no século XVIII.
Sim. Aquelas ruinas de «habitações e casebres» muito conhecidas por caçadores, pastores, agricultores e mateiros, totalmente ignoradas por arqueólogos e historiadores, interpelaram a minha curiosidade de caçador e investigador. Pisar a montes e vales atrás de perdizes dava-me algumas vantagens sobre colegas de ofício que se ficam pesquisando nas bibliotecas e arquivos.
Luís Alberto da Costa Pinto
Há muito que devo uma crónica escrita a este cidadão natural de Cetos. Há um bom par de anos que o tenho por amigo. Conheci-o através do seu pai Manuel Alcino Duarte Pinto, que não me regateou os seus préstimos quando a ele recorri para me ensinar e levar até ao sítio do Gandivao, na altura em que eu investiga a possivel localização dessa povoação medieval, dita desaparecida.
No dia 11 do corrente coloquei no meu mural do Facebook o seguinte texto, a propósito da baderna ocorrida em Brasília com o assalto aos edifícios dos TRÊS PODERES
DA MORALIDADE DOS “CENTAVOS” À IMORALIDADE DOS “MILHÕES”.
Na crónica anterior aludi à BROCURA de 16 páginas, elaborada e vendida por “TRINTA CENTAVOS” cada exemplar, pelo Dr. Pio Cerdeira d’Oliveira Figueiredo, “oficial do Registo Civil de Castro Daire”.
Aludi, igualmente, ao processo de distribuição e venda usado pelo autor, no sentido de, sem o markting comercial dos dias de hoje, ser prestável aos seus pares e mais funcionários do Registo Civil, explicando a forma como APLICAR a nóvel TABELA de EMOLIMENTOS, de 5-2-1920.
Aludi ainda aos BILHETES POSTAIS e CARTAS que ele recebeu a solicitarem-lhe a remessa dos exemplares desejados em cada Repartição e esclarecimentos necessários, incluindo as diferentes interpretações que sobre alguns números e artigos da TABELA faziam alguns daqueles que tinham a responsabilidade de aplicá-la. Resultando daí que, neste primeiro quartel do século XXI, possamos aferir do valor fiduciário e moral dos CENTAVOS, a par da imoralidade dos MILHÕES de EUROS, de agora, ligados aos nossos governantes.
DR. PIO CERDEIRA D' OLIVEIRA FIGUEIREDO
Quando cheguei a Castro Daire, meu concelho de origem, retornado de África em 1976 e do Alentejo, em 1983, ignorando, por completo, a HISTÓRIA LOCAL, mas sabedor de ter havido na vila uma TIPOGRAFIA, onde tinham sido impressos vários periódicos com títulos diversos e presumindo que as suas páginas me dariam informações precisosas sobre tempos idos, pus os pés a caminho e bati de porta em porta à procura dos exemplares que, por ventura, tivessem sobrevivido à voracidade do tempo graças ao zelo dos leitores e/ou assimantes.
A PROPÓSITO DO ABORTO E DA EUTANÁSIA
ROMARIA DOS REMÉDIOS EM LAMEGO
No ano de 2005, com 66 anos contados, fazendo uma incursão aos porões da memória, trouxe ao tombadilho do momento a minha ida à romaria da Nossa Senhora dos Remédios, naquela cidade, por volta dos meus 10/11 anos de idade. Essa lembrança é hoje revista à luz da experiência e conhecimentos adquiridos ao longo de mais meio século de vida em cima.
Estaríamos em 1950, mês de Setembro, e, afoito na companhia dos mais velhos, aí vamos todos a pé, os rapazes descalços ou de alpargatas e as raparigas tamanquinhas na cabeça para chegarem inteiras ao destino, um bom par de quilómetros em carreiros, atalhos, montes e vales que separam a minha aldeia da cidade dos bispos, aquela onde fica o Convento das Chagas, que até ali estendia os seus domínios de terras e de foros.
SERÕES CULTURAIS
Do opúsculo que tratei na minha crónica anterior, editado pela Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, em 2008, que me foi emprestado, neste ano de 2022, pela jovem Luana Cardoso, natural de S. Martinho das Moitas, o miolo comporta alguns “Contos e Lendas” recolhidos na área geográfica daquele concelho.
Ora, para além das páginas que dele fotografei e já publiquei, neste meu site, achei interessante fotografar mais duas, aquelas que se seguem, pelas razões que os meus leitores/seguidores facilmente compreenderão.
LENDAS E CONTOS
Como o tempo voa. No afastado ano de 2004 coloquei no mundo o livro “Lendas de Cá, Coisas do Além” (edição de autor), cujo conteúdo proveio da recolha feita durante as minhas investigações no terreno, associado ao contributo dos meus alunos que envolvi na tarefa de recolherem junto de avós, pais e tios, parentela e conhecidos, tudo o que eles relatavam em conversas ocasionais ou que tinham ouvido contar pelos mais velhos, nos prolongados serões que se faziam à lareira. Aqui na serra, onde a LITERATURA ORAL ERA RAINHA.
CASTRO VERDE - REPOSIÇÃO DE TEXTOS DISPERSOS POR ARQUIVOS ANALÓGICOS E DIGITAIS
Durante “cinco tostões de conversa” que tive, no FACEBOOK (como se diz por estas bandas do Montemuro) com um amigo meu, natural do Alentejo, sabendo ele que eu estive a lecionar em Castro Verde, trouxe à colação a FEIRA DE CASTRO, cujo respigo se segue:
SAGA DE UM RELÓGIO
Um dia, testada que foi leveza do pêndulo naquele seu repetido vai-vem, pêndulo em forma de âncora de navio rematada em pião, qual arte dançante de gueixa, ele, originário do Japão, com essa sua arte, leveza e gesto, sem olhar ao longe e ao perto, a sua terra natal deixa, qual emigrante a fazer pela vida.
ASSOCIAÇÃO RECRATIVA E CULTURAL DE FAREJA, EM FESTA
Fareja, ano de 1981. Tempo de em que cada aldeia tinha de ter um campo de futebol em terra batida. Alguns habitantes em conversa amiga, pensaram e disseram:. «que tal uma Associação Recreativa, aqui, na aldeia? Boa ideia!» E dito e feito. Das palavras passaram aos actos. Em 18 de Fevereiro de 1981, no Cartório Notarial de Castro Daire, nascia, por escritura pública, a «Associação Desportiva, Cultural e Recreativa de Fareja», logo depois oficializada no Diário da República, III Série, nº 61 de 14-03-1981. A marca inicial «Desportiva» viria, mais tarde, a ser abandonada, dando lugar à actual designação «Associação Recreativa e Cultural de Fareja». Os responsáveis pela fundação foram os senhores, Manuel Ferreira Soares, Porfírio Lourenço Romão, Celestino da Silva Monteiro, Dário de Almeida Ferreira, José Carlos Ferreira Lourenço, Alfredo Jorge Ferreira Lourenço, Manuel José Pereira Pertancho, José Maria Carvalho Rodrigues, Carlos Alberto Pereira Soares, António Monteiro Diogo, Daniel dos Santos Costa, Amadeu Ferreira, Joaquim Ferreira da Silva, nomes e rostos que, os dirigentes posteriores da Associação, já com sede própria, acharam por bem colocar numa moldura e fixarem-na no átrio de entrada, em homenagem aos fundadores.
FISGADAS DA MEMÓRIA NO QUOTIDIANO
Qual criança que se diverte com uma fisga, estica o elástico e arremessa para longe a pedrinha entalada entre os dedos polegar e indicador, também a nossa MEMÓRIA, insperadamente, nos leva a sítios distantes para avivar momentos de convívio e caminhos andados.
É isso. Fomos colegas da faculdade e de profissão. Ele, o Arménio, alentejano, colocado em Aljustrel e eu, beirão, colocado em Castro Verde.
Ambos tivemos de fazer «cursos de reciclagem pedagógica/científica» (hoje diz-se para aí, nos órgãos de comunicação social, que “ensinar tem ciência». Ah!, Pois, tem, tem...) cursos, dizia eu, que ora decorriam em Portimão, ora em Faro.
A RESISTÊNCIA DOS TOPÓNIMOS
Nos meus quilómetros de escrita e de vídeos averbo várias crónicas com o título “GENTE DA TERRA” e, ultimamente, sozinho ou acompanhado, tenho andado a calcorrear montes e vales, aqui pelas bandas do Montemuro, a falar com pessoas, esses livros andantes, a fazer registos fotográficos e em vídeo, caminhadas que têm dado conteúdo a textos, com visível marca GEOGRÁFICA,HIDROGRÁFICA, GENÉTICA E EPIGENÉTICA, intitulados “HERÓIS DA SERRA” relativos a pessoas, com extensão aos TOPÓNIMOS, uma espécie em vias de extinção.
Retomo a caminhada, desta vez para associar o que ficou dito por José Ferreira Miguel, natural da Relva, freguesia de Monteiras, com ascendência de Cujó, já que o seu bisavô, FIRMINO PEREIRINHA E SILVA, era oriundo daquela aldeia, membro da conceituada família dos PEREIRINHAS que eu muito bem conheci e conheço, quer pessoalmente, quer através leitura de documentos históricos.
LAMELAS – OS SEUS TEMPLOS E MILAGREIS
Recentemente o meu amigo Fernando Parente, de Lamelas, remeteu-me, via Messenger, o desenho da Igreja de Lamelas, com uma legenda onde pode ler-se o emprenho do fundador e ermitão «José Lopes», assim: «Egreja dedicada a Nossa Senhora dos Remédios da Divina Providência, na montanha de Lamelas, em Castro Daire, feita com a esmola dos devotos. Lembrança oferecida aos benfeitores, implorando a proteção para a sua conclusão das mesmas obras». O Fundador e Ermitão, José Lopes». (Ver toto em rodapé).
E solicitava-me esse meu amigo para escrever algo sobre o assunto ou repescar o que já, por ventura, houvesse publicado. Respondi-lhe que sim, Que já tinha escrito uma crónica sobre essa Igreja no jornal «Notícias de Castro Daire» e no meu velho site. Que iria espiolhar os meus arquivos e se encontrasse tornaria a pôr on line o trexto publicado. É o que estou a fazer, tanscrevendo «ipsis verbis», a que acrescento, no final «O DESENHO» que me foi enviado, assim:
A RESISTÊNCIA DOS TOPÓNIMOS
Nas duas crónicas anteriores, falando das Monteiras, Relva, Mezio e topónimos adjacentes, falei dos “caminhos carreteiros”, da rede viária que ligava as aldeias da serra à sede do concelho. E aludi ao trajeto mais curto entre Monteiras e Castro Daire, passando por Farejinhas, atravessando o Rio Paivó nas POLDRAS do Carvalhal ou nas POLDRAS das Quebradas, à desbanda do Miravai, a subir para Vale de Lobos.
E o jornal «O Castrense» de 20 de Dezembro de 1915, confirma esse trajeto, dando nota do acidente que serve de abertura ao presente trabalho.
A RESISTÊNCIA DOS TOPÓNIMOS
É da Escola Primária que nos vem o conhecimento dos nomes e cognomes dos nossos reis: D. Afonso Heniques, o Conquistador. D. Sancho I, o Povoador. D. Dinis, o Lavrador. E deixemos os outros.
Pois. É o que está nos livros de HISTÓRIA, mas os autênticos e verdadeiros conquistadores, povoadores e lavradores de carne e osso, eu os conheci por estas aldeias fora, a conquistarem terras fazendo muros de socalco nas encostas, a povoarem montes e corujeiras rodeadas de matos e lobos, a lavrarem as terras leves centeeiras com o arado radial celta e lavrarem com charrua de aiveca móvel as terras chãs e fortes de regadio para milho, batatas, feijões, abóboras e mais produtos de caldo.
Esses, de mãos calejadas e suor em bica, esses sim, eram e são para mim, os autênticos conquistadores, povoadores e lavradores. E mais do que reis, foram e são os HERÓIS DA SERRA, os que efetivamente, fizeram e mantêm PORTUGAL de pé. A minha maneira de ver a HISTÓRIA.
A RESISTÊNCIA DOS TOPÓNIMOS
Nas últimas semanas, deste mês de outubro de 2022, tenho andado a calcorrear terras que atualmente integram a Freguesia de Monteiras, a propósito do Rio Paivó e TOPÓNIMOS que acompanham as suas margens, ao longo de todo o seu curso, desde os montes dos Testos/Cervela (ou Cervelha) onde nasce, até ao rio Paiva, onde desagua, a montante da Ponte Pedrinha.
Fiz alguns vídeos acompanhado por um cidadão natural da Relva, com ascendência à família PEREIRINHA de Cujó. É ele José Ferreira Miguel, Ex-agente da Guarda Nacional Republicana, portanto, ele e mais família, pessoas idóneas para confiar nas informações que todos me prestaram.
OS AMORES DE PEDRO E DE INÊS SERRANOS
Ter sido nado e criado na serra, ter calcorreado muitas das aldeias serranas, ter sido caçador e «ipso facto» obrigado a atravessar rios, ribeiros, regatos, a vau, sobre um pontêlo granítico de toneladas, apoiado engenhosamente nas suas margens por mãos de hábeis e experientes pedreiros, ter falado com muita gente, autoriza-me a comparar o mundo camponês a uma biblioteca e cada pessoa ser um livro cheio de narrativas abertas ou fechadas, consoante.
CASTRO DAIRE – GENTE DA TERRA
São vários os textos e os vídeos que tenho publicado falando de pessoas de Castro Daire, sob o título GENTE DA TERRA. Ora, tendo-me chegado, recentemente, através de um ex-aluno meu, o link de um GLOBO TERRESTRE (https://tjukanovt.github.io/notable-people) com a descrição feita a preceito, dividindo, por categorias (para regozijo do meu aluno e meu) os milhares de nomes nele referenciados como «PESSOAS NOTÁVEIS», mal andaria eu se não trouxesse aos meus TRILHOS SERRANOS esse link, só porque, entre os milhares de nomes que ali se identificam, se encontra o meu próprio NOME, seguramente para orgulho dos meus pais (se fossem vivos) e, claro está, meus filhos e netos em cujas veias corre o sangue do meu sangue.
Não e não. Se prestes me presto a divulgar a nossa TERRA E AS NOSSAS GENTES, por dever de cidadania e de professor de HISTÓRIA que fui, (com muitos agradecimentos vindos de longe - da emigração- pelo trabalho que tenho deseenvolvido e levado aos confins do mundo) obrigação tenho de me incluir nelas - nessas GENTES - já que, despercebido fico entre as entidades locais ligadas à INVESTIGAÇÃO E CULTURA que, de contrário, elas orgulhar-se-iam de ver ali, naquele GLOBO TERRESTE, entre tantos, o nome de um CONTERRÂNEO, nado e criado na serra, nada atreito a vénias e bajulações. Assim:
GENTE DA TERRA
Faleceu, com 95 anos de idade, o Dr. JOÃO DUARTE DE OLIVEIRA. Para além da advocacia que exerceu durante muitos anos, em Castro Daire, foi Deputado na Assembleia Nacional, e Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, antes do 25 de abril de 1974.
PARA CONSTAR E AVIVAR AS MEMÓRIAS
Fui Presidente da Assembleia Geral da Associação Recreativa e Cultural de Fareja, durante alguns mandatos sucessivos, na altura em que se estava a construir SEDE. E, na circunstância, dei o meu contributo à obra, segundo as minhas disponibilidades profissionais e responsabilidades de função. Era, então Presidente da Associação o senhor Joaquim de Almeida e Secretário o senhor Francisco Gonçalves.
Acompanhei a par e passo a construção da obra e praticamente todo o expediente necessário à receção de subsídios, fossem eles vindos da Câmara Municipal, fossem vindos de outras instituições públicas e até de particulares, tudo passou pelo meu computador e impressora a pedido dos senhores Presidente e Secretário, tal como existem nos meus arquivos digitalizados.
A par disso publiquei várias crónicas na imprensa relativas aos eventos que eram levados a cabo na ASSOCIAÇÃO por forma a enaltecer os méritos das ASSOCIAÇÕES LOCAIS e a necessidade de serem subsidiadas. É assunto que está historiado e não vou aqui repeti-lo, mas, parece-me pertinente trazer à colação, neste ano de 2022, o contributo dado pelo Estado a fim de se terminarmos a obra, um SUBSÍDIO conseguido por diligências minhas, do meu primo Manuel Carvalho Soares e do Presidente da Câmara de V. Nova de Paiva, Engº Diogo Pires. Fiz eco disso em crónicas publicadas, entre as quais destaco a seguinte. Assim:
- É uma “SURPRESA!”
Foi essa a expressão usada pelo meu filho mais novo, VALTER, quando me informou da aquisição de uma nova “LURA”, afastada (300 quilómetros de distância) do formigueiro humano que se movimenta e desliza como águas de invernia nos rios e ribeiras de leito asfaltado, nas avenidas, ruas e becos da cabeça do REINO e arredores, com rotundas, pontes, viadutos e túneis iluminados dia e noite.
QUANDO OS «NÚMEROS» SÃO GENTE
Em 2015 publiquei no meu mural do FACEBOOK um texto sobre o ARINCU, O VAGA-LUME, O PIRILAMPO (três nomes para o mesmo inseto) que transpus depois para os meus TRILHOS SERRANOS, e, em texto recente, trouxe novamente a lume.
CONTRIBUTO DE UM PROFESSOR DE HISTÓRIA APOSENTADO
Encantado por ter descoberto o encanto da minha meninice - o arincu, o vaga-lume, ou pirilampo, três nomes para o mesmo inseto - lembranças que permaneceram na MEMÓRIA ROM do meu cérebro (o computador humano que em vez de fios e chips tem neurónios), isto aos 83 anos de idade, idóneos, diferentemente da MEMÓRIA RAM que tenho detetado no computador de certa juventude estudantil que se mostra esquecida hoje do que aprendeu ontem (fruto de “varrimentos” sucessivos ou constantes cortes de energia) encantado, dizia, com esse encanto, não me dei por satisfeito com aquela luz fluorescente a rasgar o manto negro da noite, aquele pingo de cor verde caído na tela escura de breu, ou atirado para ali propositadamente por ignorado mestre da paleta e da pintura, num desafio às pessoas de cultura, os poetas e os escritores que tem nas letras a sua paleta de cores.
RECORDAÇÕES DE INFÂNCIA REALIDADES ATUAIS
Em 2015 publiquei no meu mural do Facebook o texto que depois transpus para o meu site TRILHOS SERRANOS e aqui reponho novamente. É o que dá corpo à PRIMEIRA PARTE deste APONTAMENTO e o que me levou a retomar o tema explicado fica na SEGUNDA PARTE, quer em texto, quer em vídeos alojados em rodapé. Assim:
UM HOMEM E UM LIVRO DE PESO
Recebi hoje, por correio normal, (dia 11-07.2022) o livro com o título “RETALHOS DA VIDA DO SONHADOR-FAZEDOR JOÃO VASCONCELOS (1975-2019”, editado pela “ACADEMIA DE ARTES E LETRAS LUSÓFONAS” primeira edição, dezembro de 2021.
Trata-se uma compilação de fotos e textos feita pelo Dr. Arménio de Vasconcelos, pai do foto-biografado, JOÃO VASCONCELOS, falecido prematuramente (43 anos de idade), como foi notório e público em todos os meios de comunicação, social, devido não só às funções políticas que desempenhou, mas também pelo muito que dele se esperava enquanto “sonhador-fazedor” como se diz na feliz expressão que integra o título da obra.
|