Trilhos Serranos

«CASTRO VERDE»  E OS  «TRILHOS SERRANOS» .

Natural do concelho de Castro Daire, por força da “descolonização”, abandonei a profissão docente que exercia  em Moçambique e vim retomá-la na Escola Preparatória de Castro Verde,  concelho donde era natural a minha esposa MAFALDA DE BRITO MATOS LANÇA CARVALHO (nascida no Monte das Fontainhas) e ali comecei a romagem ao “TEMPLO DA INVESTIGAÇÃO E DO SABER” e ao “TEMPLO DA POLÍTICA”, fundando e organizando a célula do PARTIDO SOCIALISTA LOCAL, vindo a ser o Presidente da COMISSÃO CONCELHA e deputado  na  ASSEMBLEIA MUNICIPAL, enquanto residi naquele concelho. Depois tomei domicílio em Castro Daire e lá como cá continuei a escrever sobre as «GENTES E AS TERRAS» que integraram o meu percurso de vida. Daí ter solicitado à INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL uma RECENSÃO CRÍTICA de todos os textos que escrevi sobre CASTRO VERDE no meu site TRILHOS SERRANOS. O resultado é o que  se segue e constitui toda a PRIMEIRA PARTE desta crónica.

INTROITO

No dia 14/02/2016, fazendo uso da  ferramenta de pesquisa da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL disponível no meu iPad, pedi informações sobre a história da Casa da Misericórdia de Castro Verde, nomeadamente o nome dos seus fundadores, legados pios e objetivos da Casa, com a advertência antecipada de que a resposta obtida serviria de introito ao trabalho que eu tinha entre mãos sobre o assunto. E obtive a resposta  aue se segue:

*Fundadores*: A Misericórdia de Castro Verde foi fundada no século XVI, provavelmente por iniciativa de André Ascenso e sua mulher Ascensa Gonçalves, que instituíram uma capela na herdade do Monte Velho, hoje chamada da Misericórdia.

- *Legados*: A família Faleiro, uma das mais abastadas do concelho de Castro Verde, legou à Misericórdia todos os bens da casa, incluindo propriedades rurais como a Herdade dos Bispos.

- *Objetivos*: A Misericórdia de Castro Verde tinha como objetivo principal ajudar os mais necessitados, oferecendo alojamento, alimentação e assistência médica. Atualmente, o edifício abriga um lar de idosos, o Lar Jacinto Faleiro” .(Informações fornecidas pela META AI, assistente virtual de inteligência artificial”).

Claro que, face aos trabalhos de investigação  que a minha mulher e eu fizemos, a preceito e publicámos no “CASTRA CASTRORUM”, juntamente com os TESTAMENTOS e outros documentos que eu, posteriormente,  publiquei nos TRILHOS SERRANOS, potanto, ao dispor do público navegador na «WWW» , agradeci a importante, mas parca informação, bastante desiludido com  “ciência algorítmica’, hoje indiscutivelmente prestável e necessariamente usada nos meios académicos e em todas as áreas de saber.

Daí a necessidade de eu ter de  “regressar” a Castro Verde e, fazerndo uso dos meus ARQUIVOS DOMÉSTICOS analógicos, tornar público o trabalho que se segue.

CASTRO VERDE – TESTAMENTO DE MARCOS VISEU (*)

«Certifico, eu António Vaz Fazenda, público tabe1ião do judicial e notas nesta vila de Castro Verde, por provimento do Ouvidor de Azeitão, que é verdade que em meu poder e cartório tenho o testamento aberto com que faleceu Sebas­tiana da Graça, mulher de Marcos Viseu, morador nesta vila de Castro Verde; o qual testamento fez a dita Sebastiana da Graça de mão comua com o dito seu marido Marcos Vizeu e foi julgado por sentença do Juiz por bom, firme e va­lioso; e por despacho do mesmo Juiz me foi mandado desse o próprio ao dito Marcos Vizeu e me ficou o treslado dele; o qual testamento consta ser feito no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e seiscentos e oitenta e três anos em os quatro dias do mês de Novembro da dita era; e pelo dito testamento consta os ditos testadores Sebastiana da Graça e seu marido Mar­cos Vizeu deixarem umas casas à Misericórdia desta dita vila pela maneira se­guinte:

REGIONALIZAÇÃO - TEXTO ESCRITO E PUBLICADO EM 2019

Nesta minha postura de académico rural e rústico, tenho quilómetros de escrita a defender a dama que dá pelo nome, REGIONALIZAÇÃO, DESCENTRALIZAÇÃO, neste país atacado, há séculos, pelo CENTRALISMO político, administrativo e cultural.

Fi-lo por convicção e estudo, cansado de ver o Portugal serrano entornar-se continuadamente para o mar, onde os conquistadores, povoadores e lavradores montanheses de outrora, à falta de qualidade de vida nas suas terras natais, inteligentemente procuraram na migração e em terra alheia a realização dos anseios que tolhidos tinham se se acomodassem ao sítio onde vieram ao mundo.

REGIONALIZAÇÃO

Neste ano de 2026, tempo em que os MEDIA fazem eco do drama que vivem as populações da Zona Centro do país, devido à TEMPESTADE que nos visitou, e, bem assim, do «DESCONHECIMENTO DO TERRITÓRIO» por parte dos nossos GOVERNANTES, agindo tarde e a más horas em socorro das populações atingidas,  nada melhor do que recorrer aos meus arquivos e remeter o leitor para um texto que, sob o pseudónimo Rocha de Castro, escrevi e publiquei no «Notícias de Castro Daire» em 1998.

Voltei ao tema, de forma mais sucinta em 2013, cujo texto submeti, ontem mesmo,  à INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, resultado que anexo  na SEGUNDA PARTE deste meu OPORTUNÍSSIMO APONTAMENTO. ´É preciso ter memória. Deste modo ficarão os meus seguidores cientes das minhas RAZÕES, políticas, históricas e culturais ou, se lhes aparaz,  da FALTA DELAS.