ENCONTRO E DESENCONTRO DE DOIS GIGANTES
RECENSÃO CRÍTICA
Pessoa amiga, no sentido de me familiarizar com esta forma INTELIGENTE de vermos o mundo avançar, submeteu alguns dos meus textos disponíveis online, ao “motor” da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL no sentido de obter uma RECENSÃO CRÍTICA, ciente de que este labor consiste “numa análise aprofundada e avaliativa de uma obra (livro, artigo, filme), que vai além de um simples resumo para emitir um juízo de valor fundamentado, destacando pontos fortes e fracos, a relevância e o contexto da obra, sendo escrita por um especialista ou alguém com conhecimento na área, com o objetivo de informar e guiar outros leitores”.
SER OU NÃO SER PORTUGUÊS
Quando passeio o olhos pelo mapa da PENÍNSULA IBÉRICA e vejo essa “jangada de pedra” nos tempos pré-romanos, romanos e pós-romanos, fogem-me da memória o nome dos povos que habitavam esse território, das zonas que cada um deles ocupava, das conquistas e assaltos que reciprocamente se faziam, nomes de conquistadores e de conquistados.
e «nacionalistas»
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Foi durante anos companheiro de caça do Padre Duarte, que foi pároco naquela aldeia e meu colega, professor de História e de Português, na Escola Preparatória de Castro Daire. Com ele correu montes e vales, a seu lado abateu coelhos e perdizes, com ele se habituou a saborear o que é bom na vida e está apostado em manter o hábito enquanto puder, já que na juventude, dado o tempo da guerra que corria, tal como todos os jovens da sua geração, não pôde dar-se a tal luxo.O AZEVINHO E O NATALÁrvore sagrada dos Celtas, simbolo da “boa sorte, proteção, paz, felicidade e imortalidade”, passou, com igual significado simbólico, à civilização romana, sempre usada durante as Saturnais (dezembro) como símbolo “de paz, saúde e felicidade e abundância” tempo de convívio, da troca de presentes e, ocasionalmente, ramos pendurados, em portas e janelas “para proteção contra o mal”.ODE À POBREZA - MANEL DA CAPUCHA, PEDINTE ANDARILHOComo professor que fui de HISTÓRIA e de PORTUGUÊS na Escola Preparatória de Castro Daire, sempre preocupado em ligar a História e a Literatura à vida, seleccionei, para leitura, propositadamente, o conto de Sophia de Mello Breyner Andresen que tem por título «O Búzio», aquele PEDINTE ANDARILHO que esmolava, correndo a praia, abaixo e arriba.“A terra era sua mãe e sua mulher, sua casa e sua companhia, sua cama, seu alimento, seu destino e sua vida. Os seus pés descalços pareciam escutar o chão que pisavam (...)».Após a leitura e interpretação do conto, perguntei aos meus alunos se conheciam alguém no concelho de Castro Daire que lhes fizesse lembrar “O BÚZIO”.- Que sim, senhor! “Era o Manel da Capucha».Estava atingido o primeiro objectivo da aula. Ligar a literatura à vida real e sabermos que os protagonistas dos contos literários podiam andar entre nós, fora dos livros, pessoas que nos rodeiam, que conhecemos, que falam connosco, que nos cumprimentam e que nos sorriem.E eles, alunos e alunas troxeram à TURMA a figura do PEDINTE ANDARILHO, tal qual o conheciam: “é um velho; é um pobre; pede na vila e nas aldeias; é meio careca; não se penteia; tem barba feia; tem defeitos no pescoço; cheira mal; tem roupa suja; usa uma capucha velha; não toma banho; tem sapatos rotos; anda muito direito; tem um bornal; às vezes leva um pau; é simpático; pegou-me ao colo uma vez; sorri para toda a gente. Eu gosto dele. Eu não gosto dele, etc. etc.”Pronto. Tinhamos matéria plástica para um CONTO semelhante ao CONTO que acabávamos de ler. Tinhamos assunto para discorremos sobre a ESTRUTURA DA NARRATIVA e dela extrairmos os RETRATO FÍSICO e o RETRATO MORAL dos PROTAGONISTAS, matéria programada e obrigatória, nas aulas de PORTUGUÊS. |