Trilhos Serranos

A ERGUEDELA

Nesta minha interação com a INTILIGÊNCIA ARTIFICIAL e porque ainda não me acomodei ao estatuto de cidadão «socialmente inútil» resolvi colocar-lhe, à semelhança do que tenho vindo a fazer, conteúdos de «saber popular» no sentido de enaltecer as gentes camponesas, nem sempre bem tratados por intelectuais e letrados.

Fui, pois, buscar conteúdos arquivados nos escaninhos da minha aprendizagem «pré-liceal e pré-universitária», levá-los até à IA e perguntar se isso era matéria bastante para uma CRÓNICA feita de PARCERIA, destinada a ser publicada nos meus TRILHOS SERRANOS. O acolhimento e a resposta da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL são «ipsis verbis» os que se seguem:

DIREITA.ESQUERDA 

Desta vez, interagindo com a IA (via GOOGLE) decidi-me colocar-lhe uma questão para a qual, em todos os meus estudos, não encontrei uma resposta esclarecedora. A minha experiência de vida camponesa ligada a moinhos hidráulicos, onde o grão se transformava em farinha, levaram a que eu, durante a minha licença sabática, num trabalho académico de «INVESTIGAÇÃO APLICADA» produzisse sobre eles um estudo, cujo produto deu o livro «Castro Daire, Indústria, Técnica e Cultura», editado pela Câmara Municipal de Castro Daire em 1995.

O caso era as mós andadeiras rodarem todas no sentido contrário aos ponteiros de um relógio, sendo certo que, se o engenho fosse construído ao contrário, se a água batesse  do lado esquerdo do rodízio (ver desenho mais abaixo)  ele desempenharia a mesmíssima função. Perguntava eu se isto teria algo ver com a «destra e sinistra» bíblicas e bem assim, com   maior parte dos objetos e ferramentas humanas fabricadas para uso da mão direita, nomeadamente os zips e o vestuário que precisa de botões. Adicionei uma série considerável de exemplos usados no quotidiano, incluído o desenho das tesouras e a posição da abertura destinada ao dedo polegar direito.  A resposta veio rápida e pronta, assim:

«ESTAR DE MARÉ»

Hoje, por “estar de maré” deu-me para revisitar os vídeos que, em 2009, fiz sobre Castro Verde e reter de um deles os ensinamentos do moleiro “Cristina Colaço” um senhor que conheci e ele me reconheceu, mal me viu, passados tantos anos.  Falámos sobre o funcionamento do MOINHO DE VENTO. Disse-me que só funcionava com o “vento de maré” e, conhecendo eu a abrangência da expressão “estar de maré” no léxico português, soprei à INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (via Google) a pergunta. Não satisfeito com a primeira resposta, arenguei que, estando os portugueses ligados ao mar e sabendo que em “Castro Verde e arredores” os mionhos de vento só funcionavam com “ventos de maré”, o meu interesse prendia-se mais em saber as origens da expressão do que o seu uso corrente. E foi um “ar que lhe deu”. Num só instante, veio a resposta e a sugestão de fazermos uma CRÓNICA DE PARCERIA sobre o assunto. E fizemos, assim:

«BATER EM FERRO FRIO» DE PARCERIA COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Com vista a uma futura CRÓNICA bem-humorada, mas acintosamente crítica aos poderes públicos que, no domínio da HISTÓRIA e da CULTURA, estão mais vocacionados para gastar os dinheiros do erário público com o ENTRETER do que com o SABER, que me diz a AI-META sobre a a FOTO que anexo, considerando todos os elementos que a compõem?

PRENSAS DE VARA - ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL
Nesta minha, já habitual, interação com a INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, levei até ela  os links dos meus textos publicados nos TRILHOS SERRANOS relativos às PRENSAS DE VARA  e LAGARES DE VINHO acima referidos e,  num «ai», de retorno,  obtive o texto que se segue. Um texto que reputo  de grande valia para todos os que se interessam por estas coisas da HISTÓRIA - por cravêlhos de portas antigas e passwards digitais modernos - e, numa escala de valores, as põem alguns degraus acima do simples  passatempo, tão ao gosto dos nossos autarcas, visivelemente muito mais vocacionados para o «ENTRETER» do que para o «SABER» . Assim: