Trilhos Serranos

Neste meu afã de trazer à luz dos tempos atuais a escuridão dos tempos passados, já me assumi como “lenhador na floresta das letras que, de podão em punho, procura abrir algumas clareiras de conhecimento”; já me assumi como “tecelão da história” que no seu tear, com fios soltos, procura produzir pano pronto a ser tesourado por alfaiate de alta costura; já me assumi como “almocreve das letras” que procura deixar peugada nos trilhos que pisa; e hoje assumo o papel de “frade mendicante” dirigindo-me à Igreja Matriz de Castro Daire, de bornal a tiracolo, vazio de conhecimento e cheio de vontade de não sair dali como entrei.

Já sabemos que os AGUILARES, originários de Cedovim, se tornaram proprietários, donos e senhores de teres e haveres em Castro Daire, por via do casamento.

Recuemos ao ano de 1807. Aí chegados, vemos que Ana Maria Pereira Bravo de Menezes, (ou Ana de Lima Pereira de Menezes)  herdeira do morgado de Castro Daire e das Santas Chagas em Braga, com capela na Igreja de Santiago daquela cidade, casou, nesse ano, com José Teixeira Rebelo Cardoso de Aguilar que passou a ser genro de António Lopes Bravo Pais de Menezes que, tal como o pai dele, foi capitão-mor de Castro Daire, cavaleiro da Ordem de Cristo e Familiar do Santo Ofício.

A PROPÓSITO DA RECUPERAÇÃO DO «PELOURINHO DE CASTRO DAIRE»

Face à possível recuperação do «fuste» que pertenceu ao  histórico PELOURINHO DE CASTRO DAIRE, sobre o qual já publiquei matéria sobeja, admitindo que alguns dos nossos responsáveis encarregados de zelar pelo nosso PATRIMÓNIO  edificado, material e imaterial, ignorem os fundamentos que alicerçam as minhas convicções, afirmando ser aquela COLUNA que, na velha casa da FAMÍLIA LEITÃO (em obras neste ano de 2026) suporta uma trave-mestra de soalho, integrando as fundações dessa moradia e indo ali parar nos conturbados tempos do SETEMBRISMO, entendi partilhar mais um pedaço do meu livro inédito com o título «CASTRO DAIRE, CLERO, NOBREZA E POVO» por forma a retirar AUTORIDADE a todos os burocratas que, fechados nos seus gabinetes,  decidem sobre o nosso património sem se darem ao cuidado de conhecer a nossa história. Assim:

(EXTRATO DO MEU LIVRO INÉDITO COM O TÍTULO  «CASTRO DAIRE, CLERO, NOBREZA E POVO)

«(…)

E posto isto, conhecidos os nomes e as funções de alguns membros da «Família Aguilar» que, do Porto, no exercício das funções nos mais altos cargos na Magistratura, exerciam a sua influência política na administração do concelho de Castro Daire, através padre António Bizarro, seu amigo e Administrador dos os teres e haveres ligados à Casa da Praça, convém saber quem eram eles e qual a sua origem.

Tirando o documento referindo o emprazamento de terras feito 1528, preservado nos arquivos do Solar, de que fizemos referência no princípio deste trabalho, o documento mais antigo que nos dá fé da família Aguilar ligada a Castro Daire é a legenda do Brasão de Armas que fotografei no interior do solar com autorização do Senhor Antero Aguilar. Antes dele só o DIPLOMA a que aludirei mais adiante.

AS NOSSAS TERRAS, AS NOSSAS GENTES

Em 2015 publiquei no meu mural do Facebook o apontamento que hoje aqui reproduzo (PRIMEIRA PARTE)  onde falei de CUJÓ, das suas GENTES e forma de elas ganharem a vida. De entre outras atividades, sobressaíam, naturalmente, a AGRICULTURA e a PASTORÍCIA, sem esquecer todas as tarefas e obrigações correlatas. Ora vejá-se neste ano de 2026, o que escrevi em 2015 e a razão por que retomei o assunto, nas PARTES seguintes.